A nova Ram Rumble Bee SRT | o deprimente T-Cross Canarinho e mais
Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.
- Ram Rumble Bee SRT é a picape V8 mais rápida da história
- Volkswagen apresenta o T-Cross Canarinho — mas ninguém pode comprá-lo
- Stellantis anuncia parcerias e promete 60 novos modelos até 2030
- Exame toxicológico para tirar a primeira CNH passa a ser obrigatório em todo o Brasil
(Para compartilhar uma notícia específica, basta copiar o link direto no índice acima)
Ram Rumble Bee SRT é a picape V8 mais rápida da história
Parece que a Ram pretende reviver os tempos de glória das picapes esportivas — porque só isso explica a deliciosa insanidade da novíssima Ram Rumble Bee SRT, membro mais potente de um trio que foi revelado ontem (20).
O conceito é simples: oferecer ao público caminhonetes com visual agressivo e capacidade real de fazer bonito tanto nas dragstrips quanto nas saídas de semáforo. Quando a gente diz que os Estados Unidos têm tudo para ser o último reduto dos entusiastas, é disso que estamos falando.
A Ram Rumble Bee SRT está no topo e, como tal, é equipada com o motor V8 Hellcat de 6,2 litros, com supercharger, 788 cv e 94 kgfm de torque — o mesmo da Ram 1500 TRX SRT, com a qual também divide o câmbio automático de oito marchas. A diferença é que, enquanto a TRX tem pegada off-road, a Rumble Bee foi feita para o asfalto. De acordo com a Ram, ela é capaz de ir de zero a 100 km/h em 3,4 segtundos, com velocidade máxima de 274 km/h, e ainda cumpre o quarto-de-milha (402m) em 11,6 segundos a 187 km/h. São os melhores números de todos os tempos para uma picape — e a recordista anterior, para quem não lembra, era a Dodge Ram SRT-10, que usava o V10 do Dodge Viper e tinha velocidade máxima de 255 km/h.
Mas não é só isso: ela também recebeu modificações no chassi — a SRT literalmente cortou fora 330 mm atrás das colunas B para reduzir o entre-eixos e melhorar a dinâmica da picape nas curvas. A caçamba também é mais curta — em vez dos 1,95m das outras Ram 1500 de cabine dupla, ela tem 1,74m. Tudo para torná-la mais ágil, até porque quem compra uma dessas não está muito preocupado com a capacidade de carga, não é?
A pintura amarela das fotos de divulgação é uma clara referência aos Dodge Super Bee do passado, e a carroceria pega emprestados os para-lamas alargados da versão TRX, acrescentando um body kit com pegada mais street e rodas de 22 polegadas com pneus de asfalto (com 325 mm na traseira — os mais largos já colocados em uma picape da Dodge/Ram). Mas não vai custar barato: prevista para chegar em 2027, a Ram Rumble Bee SRT já teve o preço confirmado na casa dos seis dígitos.
Felizmente, porém, a família também conta com versões mais acessíveis e bem interessantes. Na base da pirâmide está a Ram Rumble Bee “básica”, que usa o V8 Hemi de 5,7 litros com 400 cv e 56,7 kgfm, também acoplado ao câmbio automático de oito marchas. Ela é capaz de ir de zero a 100 km/h em 6,1 segundos, cumpre os 402 metros em 14,6 segundos a 150 km/h.
No meio do caminho fica a Ram Rumble Bee 392 — que, como o nome diz, aposta no V8 Hemi 6.4 (392 pol³), capaz de entregar 477 cv e 62,9 kgfm de torque. Ela vai de zero a 100 km/h em 5,2 segundos e faz o quarto-de-milha em 13,2 segundos a 163 km/h.
Em plena era da eletrificação, ver esse tipo de novidade dá um quentinho no coração. Mesmo que, por ora, não haja planos de trazê-las para o Brasil.
Volkswagen apresenta o T-Cross Canarinho — mas ninguém pode comprá-lo
Você deve lembrar que, no começo de abril, a Volkswagen lançou o T-Cross Seleção — a série especial que já virou tradição em ano de Copa do Mundo, tendo feito sua estreia no Gol Seleção de 2010. Pois é: já faz vinte anos que o último Gol Copa foi vendido, na Copa do Mundo de 2006, quando o penta ainda era uma memória fresca e as esperanças para o hexa eram reais…
Enfim, divago. O caso é que agora a Volkswagen decidiu apresentar mais um modelo especial para celebrar a Copa: o T-Cross Canarinho, que enfim adota a cor amarela que, como já dissemos antes, deveria ter sido adotada pelo T-Cross seleção desde o princípio. Em vez disso, você deve lembrar, a VW decidiu usar o tom metálico “Azul Norway” e tentar convencer todo mundo de que era uma referência à camisa azul da Seleção Brasileira. Mas… não colou. Com apenas alguns adesivos na carroceria (o nome Seleção acompanhado das cinco estrelas do penta nas portas, e o nome Brasil na tampa do porta-malas) e soleiras alusivas ao passado do time nacional, o T-Cross Seleção conquistou o título de menos inspirado na história das séries especiais.
Para colocar sal na ferida, a Volkswagen deu ao T-Cross Canarinho a cor Amarelo Canário — que de fato chegará às ruas no ano que vem, quando a picape Tukan finalmente será lançada — mas decidiu que o ele será apenas uma espécie de “mascote” da Copa do Mundo, e não disponibilizará o carro para o público em geral.
Em vez disso, foram feitos apenas quatro exemplares que serão usados em ações publicitárias da Volkswagen. A primeira foi a convocação da Seleção Brasileira para a Copa de 2026 no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ), no começo da semana. Nas próximas semanas, uma delas estará presente no último jogo do Brasil antes da Copa, no estádio do Maracanã (dia 31 de maio, contra o Panamá) e as demais ficarão em exposição na Granja Comary (onde fica o centro de treinamento do time brasileiro). Um dos carros também fará parte do acervo permanente da Garagem Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), parte do complexo Anchieta.
Considerando, novamente, a (pouca) empolgação da torcida com a seleção de Carlo Ancelotti, até que faz sentido esse T-Cross Seleção meio sem graça. A versão Canarinho poderia injetar um pouco de cor, literalmente, mas deve ficar para uma próxima. E que venha o hexa…
Stellantis anuncia parcerias e promete 60 novos modelos até 2030
A Stellantis, dona da Fiat, da Peugeot, da Jeep, da Ram e de várias outras marcas, não pretende recuar nos próximos anos. Ao contrário: o grupo anunciou a seus investidores que vai gastar US$ 69 bilhões (quase R$ 350 bilhões) em um plano de expansão chamado FaSTLANe 2030 — que consiste em renovar praticamente todo o portfólio da Stellantis até o início da nova década, incluindo o lançamento de 60 novos modelos espalhados por todas as suas marcas, incluindo elétricos e híbridos, e 50 atualizações grandes em modelos já existentes.
Trata-se de um plano ambicioso, considerando que a Stellantis possui um dos maiores portfólios de marcas e modelos da atualidade — tantos que, em alguns casos, fica difícil prever o que será feito. Mas o conglomerado esclareceu algumas coisas:
Jeep, Ram, Peugeot e Fiat são marcas globais e receberão a maior parte dos investimentos. Nos EUA, especificamente, a ideia é expandir a participação no mercado em 50% com um investimento de US$ 41 bilhões — o que deverá cobrir o lançamento de 11 novos modelos e um aumento de 35% no volume de produção. As demais marcas — Chrysler, Dodge, Citroën, Opel e Alfa Romeo — serão consideradas regionais daqui em diante, recebendo uma proporção menor dos investimentos. E a Maserati foi mencionada à parte como uma “marca de puro luxo”, com dois novos modelos previstos até 2030. A Stellantis diz que o futuro da Maserati será revelado com mais detalhes em dezembro.
Dos 110 novos modelos prometidos para chegar até 2030, entre carros totalmente novos e atualizações, 29 serão elétricos, 15 serão híbridos plug-in, 24 serão híbridos leves e 39 terão motor a combustão — o que, mais uma vez, sinaliza que a transição completa para a eletrificação deve demorar mais do que a indústria planejava há pouco tempo.
Para isso, a Stellantis anunciou algumas parcerias. No campo dos elétricos, o acordo foi feito com a chinesa Dongfeng para compartilhamento — incluindo fábricas e redes de concessionárias, com a Stellantis ficando responsável pela distribuição de carros elétricos chineses na Europa (como os da marca Voyah, mais voltada ao segmento de luxo) e, em um futuro próximo, cedendo a estrutura de suas fábricas na França para a produção de modelos da Dongfeng.
Em troca, a Stellantis poderá aproveitar a tecnologia chinesa em seus próprios elétricos. O passo seguinte, que pode acontecer antes do fim dessa década, é a criação de uma empresa separada com participação de 51% da Stellantis e 49% da Dongfeng.
Nos Estados Unidos, a novidade é um possível acordo com a Jaguar Land Rover para a criação de novos modelos no mercado americano — e, curiosamente, a ideia é praticamente oposta à da parceria com a Dongfeng: combater o avanço das marcas chinesas. Enquanto a Stellantis entraria com a infraestrutura, a JLR seria responsável por ceder tecnologias e plataformas voltadas ao mercado de luxo. Será que veremos modelos da Maserati com DNA britânico nos próximos anos? É uma possibilidade.
Exame toxicológico para tirar a primeira CNH passa a ser obrigatório em todo o Brasil
Na última segunda-feira (15) A Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN) enviou aos Detrans de todo o país um ofício que torna obrigatória a apresentação do exame toxicológico com resultado negativo para a obtenção da primeira CNH. A orientação foi divulgada no ofício nº 573/2026, que padroniza a aplicação da Lei nº 15.153/2025, promulgada em junho do ano passado. A medida tem efeito imediato, ainda que boa parte dos órgãos ainda esteja adaptando seus sistemas internos para incluir a nova etapa no processo.
O exame tem larga janela de detecção — o que significa que ele pode indicar a presença de maconha, cocaína, anfetaminas e opiáceos até 90 dias após o consumo das substâncias.
O exame toxicológico já era exigido para quem estava mudando a categoria da CNH para C ou D (para caminhões e outros veículos pesados), e agora se estende para a primeira habilitação A ou B. O teste deverá ser feito em laboratórios credenciados e deve acrescentar algo entre R$ 100 e R$ 250 ao custo total do processo. Caso o resultado do exame seja positivo, o candidato pode solicitar uma contraprova.
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