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Catar pode barrar plano da Volkswagen de fabricar caminhões militares

Catar pode barrar plano da Volkswagen de fabricar caminhões militares

Notícias Catar pode barrar plano da Volkswagen de fabricar caminhões militares

Fundo soberano, um dos maiores acionistas da montadora, teria vetado parceria com empresa israelense para salvar fábrica alemã

Por Cristiane Barreto 20 jul 2026, 08h25 | Atualizado em 20 jul 2026, 08h25  (Divulgação/Volkswagen) Priorizar nos meus resultados Google

A tentativa da Volkswagen de dar um novo destino à fábrica de Osnabrück, na Alemanha, teria sido interrompida por um de seus principais acionistas. Segundo informações da Bloomberg e do jornal alemão Bild, a Autoridade de Investimentos do Catar (QIA) vetou uma proposta de parceria entre a montadora e a israelense Rafael Advanced Defense Systems para produzir caminhões militares destinados ao transporte de componentes do sistema antimíssil Domo de Ferro.

A unidade de Osnabrück está no centro do plano de reestruturação da Volkswagen. Com a queda da demanda por carros na Europa, a fábrica corre o risco de encerrar as atividades já no próximo ano. A alternativa estudada pela empresa era converter a produção para o setor de defesa, em uma joint venture com a Rafael.

Fábrica da Volkswagen em Wolfsburg (Divulgação/Volkswagen)

Os relatos indicam que as duas empresas chegaram a assinar uma carta de intenções no início deste ano para avaliar a viabilidade da mudança. A proposta previa adaptar a fábrica para produzir veículos militares utilizados no transporte de equipamentos do sistema móvel de defesa aérea desenvolvido pela companhia israelense.

O obstáculo teria sido justamente o QIA, terceiro maior acionista da Volkswagen. O fundo soberano do Catar detém cerca de 10,4% das ações da montadora e aproximadamente 17% dos direitos de voto, participação suficiente para exercer influência em decisões estratégicas. Segundo as publicações, a deterioração das relações entre Catar e Israel desde o início da guerra em Gaza pesou na decisão.

Fábrica Anchieta da Volkswagen (Divulgação/Volkswagen)

Além da resistência do acionista, também havia dúvidas sobre a demanda pelos veículos. A Bloomberg afirma que o governo alemão já conta com uma rede de defesa aérea composta pelos sistemas Arrow 3, Patriot, IRIS-T e Skyranger, o que levantava questionamentos sobre a necessidade de incorporar novos caminhões ao programa.

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Apenas a Rafael fez uma declaração, a qual afirmou apenas que continua interessada em ampliar sua cooperação industrial na Alemanha. Enquanto isso, o futuro da fábrica de Osnabrück e dos empregos na unidade segue indefinido.

Fonte original Quatro Rodas
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