O adeus a Kyle Busch | os novos SUV Fiat no Brasil e mais
Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.
- Morreu Kyle Busch, piloto da Nascar, aos 41 anos
- Lewis Hamilton renova para 2027 e quer ficar mais cinco anos
- Stellantis confirma novidades para o Brasil
- Honda revela testes do Civic Type R HRC
- Argentina elimina imposto de exportação e pode reduzir preços de carros no Brasil
(Para compartilhar uma notícia específica, basta copiar o link direto no índice acima)
Morreu Kyle Busch, piloto da Nascar, aos 41 anos
O mundo do automobilismo recebeu em choque a notícia da morte repentina de Kyle Busch, piloto da Nascar, aos 41 anos de idade. Busch, passou por uma breve internação motivada por uma enfermidade grave não revelada.
Horas antes do anúncio oficial, emitido em conjunto pela NASCAR, pela equipe Richard Childress Racing e pela família do piloto, a escuderia já havia comunicado que Busch seria substituído por Austin Hill na Coca-Cola 600 deste final de semana, no Charlotte Motor Speedway, em decorrência de seu quadro de saúde que vinha se agravando. Conhecido pelo apelido de “Rowdy”, Busch consolidou-se como um dos nomes mais dominantes da era moderna da Stock Car norte-americana, acumulando dois títulos da divisão principal, a NASCAR Cup Series, conquistados em 2015 e 2019, além de registrar o recorde histórico absoluto de 234 vitórias somando as três divisões nacionais da categoria. Seu último triunfo na carreira ocorreu na sexta-feira passada (15), na etapa ECOSAVE 200 da Craftsman Truck Series no Dover Motor Speedway, pista onde também era recordista de vitória, com 13 conquistas.
Ao longo de mais de 20 anos, Busch estabeleceu marcas históricas: 63 vitórias na Cup Series (o que faz dele o nono maior vencedor da divisão), 102 vitórias na Xfinity Series e 69 na Truck Series, divisão na qual também atuou como chefe de equipe e proprietário da Kyle Busch Motorsports por anos, antes de migrar suas operações parciais para a Spire Motorsports.
Ele também foi o primeiro piloto na história da categoria a vencer em todos os circuitos do calendário ativo da Cup Series, além de ser o único a registrar o feito do “Triple Threat”, vencendo provas das três principais divisões em um mesmo fim de semana de rodada tripla.
Lewis Hamilton renova para 2027 e quer ficar mais cinco anos
Durante as coletivas de imprensa antes do Grande Prêmio do Canadá, Lewis Hamilton rebateu as especulações sobre o fim de sua carreira revelando que renovou seu contrato com a Scuderia Ferrari para a temporada de 2027 e ainda declarou que pretende permanecer na F1 por mais cinco anos.
Atualmente com 41 anos, Hamilton está em sua segunda temporada na Ferrari, depois de uma estreia, digamos, complexa, na qual encerrou o campeonato de pilotos em sexto lugar e teve dificuldades de adaptação ao carro e ao trabalho com o engenheiro Riccardo Adami. A mudança do regulamento para este ano, trouxe uma nova chance bem explorada por Hamilton, que conquistou seu primeiro pódio pela Ferrari no GP da China, em março. Neste momento, Hamilton ocupa o quinto lugar no Mundial de Pilotos, empatado com Lando Noris e oito pontos atrás de seu parceiro Charles Leclerc.
Caso permaneça pelos próximos cinco anos na Fórmula 1, Hamilton alcançará a marca atual de Fernando Alonso, que irá completar 45 anos em julho. Alonso atualmente é o piloto que permaneceu mais tempo na Fórmula 1, com um total de 25 anos de intervalo entre a primeira e a última corrida disputada, e também o piloto que mais disputou temporadas na história — ele está na 23º neste ano de 2026 — e é o piloto que mais disputou grandes prêmios, com 429 largadas. Hamilton está logo atrás com 20 temporadas disputadas e 384 largadas.
Talvez não seja por acaso, mas a decisão de Hamilton permanecer mais cinco anos também coincide com a sinalização de Max Verstappen em renovar com a Red Bull para 2027.
Stellantis confirma novas gerações de Strada e Toro, linha Grizzly e estreia de híbridos plenos até 2030
A Stellantis detalhou sua estratégia de longo prazo para a América do Sul durante sua apresentação global a investidores, oficializando um plano de investimentos regional de R$ 30 bilhões focado no lançamento e atualização de 40 modelos até 2030.
O planejamento concentra cerca de 70% dos aportes nas marcas Fiat, Jeep, Ram e Peugeot, buscando a padronização de arquiteturas globais modulares para ganhar eficiência de escala frente às fabricantes asiáticas. A ofensiva de produtos começa no segundo semestre deste ano com o novo Fiat Argo, que será produzida em Betim/MG sobre a plataforma Smart Car (CMP) com motor 1.0 turbo flex híbrido leve (MHEV). Depois dele, teremos o projeto Grizzly, uma família de SUV que dará origem aos novos Pulse e Fastback, além de um modelo inédito sete lugares derivado do Citroën C3 Aircross.
A Stellantis também está de olho em um pedaço do segmento de picapes — a fabricante projeta um aumento de 10% na receita de sua operação local apenas nesse nicho. A principal novidade aqui é que a Strada terá uma nova geração (sim, já…) baseada no novo Argo e com o chamado conjunto Bio-Hybrid, que é um híbrido paralelo convencional para aproveitar os benefícios tributários — aparentemente uma resposta direta à Tukan e à Montana, uma vez que a Strada não consegue concorrer diretamente com elas. Depois, a Toro ganhará uma nova geração baseada na arquitetura STLA Medium, a mesma já usada pelo novo Compass europeu. Com isso, a picape poderá receber powertrains híbridos de todos os tipos — desde o leve até o plugin. A Rampage, claro, terá a mesma atualização.
No lado da Jeep, além do compacto Avenger, o Compass receberá um conjunto híbrido leve de 48V, como já vimos por aqui, ainda no segundo semestre. Até 2030, veremos os novos Renegade, o próximo Compass e o próximo Commander.
Honda revela testes do Civic Type R HRC
A Honda Racing Corporation (HRC) revelou o primeiro vídeo de desenvolvimento do novo Civic Type R HRC, apresentado em janeiro no Salão de Tóquio. O vídeo foi gravado durante os testes de validação dinâmica em Suzuka sob o comando de Takuma Sato. Segundo o piloto, as modificações da HRC trouxeram um aumento sensível à rigidez do monobloco, respostas de direção mais diretas e um equilíbrio dinâmico voltado ao uso em pista.
O pacote de modificações, previsto para estrear em agosto, será basicamente uma transferência do know-how obtido pela Honda nas categorias de endurance Super Taikyu e Super GT para o hatch — que será vendido tanto na forma de série especial, quanto como uma linha de componentes de alto desempenho, que podem ser adquiridos de forma avulsa.
O protótipo camuflado em Suzuka revela alterações no pacote aerodinâmico e no sistema de arrefecimento do carro — algo perceptível pelo para-choques dianteiro modificado com tomadas de ar laterais consideravelmente maiores para alimentar o novo radiador da HRC. Ali também se vê o splitter frontal pronunciado, com aletas verticais integradas nas extremidades.
Na traseira, a asa de fábrica dá lugar uma nova asa de fibra de carbono da divisão Honda Access, e também temos o escape Akrapovič, com três saídas de mesmo diâmetro, alterando o layout original de série do Type R que destaca a saída central maior.
Argentina elimina imposto de exportação e pode reduzir preços de carros no Brasil
O governo argentino eliminou temporariamente o imposto de exportação de veículos produzidos no país, zerando a atual alíquota de 4,5% a partir de julho deste ano. A medida, que terá validade inicial até junho de 2027, atende a uma demanda histórica da associação das fabricantes locais (Adefa) para tentar reverter a perda de competitividade externa.
Com o corte, espera-se uma redução média de até 2% no custo logístico e aduaneiro final de embarque, margem que tende a refletir nos preços praticados em mercados importadores como o Brasil, que é o maior comprador de veículos da Argentina.
Em 2026, a Argentina perdeu sua tradicional liderança histórica como maior fornecedora de automóveis para o Brasil para a China, impulsionada pelo boom dos elétricos e híbridos das marcas chinesas. A isenção fiscal aliviará diretamente os custos de modelos de grande volume, como as picapes Ford Ranger, Volkswagen Amarok e Toyota Hilux (além do SUV SW4), o sedã Fiat Cronos, a picape Fiat Titano e os Peugeot 208 e 2008, além da Renault Niagara, que tem lançamento previsto em setembro.
Clique aqui e adicione o FlatOut como uma fonte favorita em suas buscas no Google
O Zero a 300 é uma matéria aberta, patrocinada pelos assinantes do plano FlatOuter. Sua assinatura, além de garantir nossa linha independente, também te garante acesso a todo o nosso acervo de matérias, guias de compra, vídeos exclusivos, descontos de parceiros e acesso ao grupo secreto, com eventos exclusivos.
