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O novo Mercedes-AMG GT de 1.169 cv | Golf GTI ganha novo lote e mais!

O novo Mercedes-AMG GT de 1.169 cv | Golf GTI ganha novo lote e mais!

Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.

  • Mercedes-AMG revela o novo GT quatro-portas com motores de fluxo axial
  • Projeto de lei quer suspensão da CNH por 10 anos para quem causar acidentes fatais
  • Lote de Nissan GT-R fica bem abaixo do esperado no leilão de Villa d’Este
  • VW abre segundo lote do Golf GTI no Brasil
  • Caterham revela Seven Nürburgring Edition

(Para compartilhar uma notícia específica, basta copiar o link direto no índice acima)

Mercedes-AMG revela o novo GT quatro-portas com motores de fluxo axial

A Mercedes-AMG apresentou oficialmente o novo GT quatro-portas, a versão de produção daquele protótipo elétrico e laranja parecido com o lendário C111 usado como plataforma de testes nos anos 1970. A boa notícia — para quem esperava algo dele, claro — é que ele veio equipado com os três motores elétricos de fluxo axial. A má notícia, é que ele foi alterado e se parece menos com um C111 e mais com qualquer coisa genérica vinda da China.

A principal diferença para os demais supercarros elétricos é o conjunto de motores. Fornecidos pela Yasa, eles têm fluxo axial, o que resulta em uma densidade de potência três vezes maior, o que significa, na prática, que os motores são mais leves e mais compactos para produzir os 1.169 cv e os 203,9 kgfm que eles produzem combinados, quando comparados a motores de fluxo radial com a mesma potência.

Estes números são da versão de topo, GT63, que vai de zero a 100 km/h em 2,1 segundos, de zero a 200 km/h em 6,4 segundos e tem velocidade máxima limitada a 300 km/h. Abaixo dele está a versão GT55, que tem 805 cv e 183,6 kgfm e não teve os dados de desempenho divulgados, por enquanto. Nos dois, o arranjo mecânico posiciona dois motores na traseira, ligados ao eixo por uma engrenagem planetária e bombas hidráulicas para atuar como um diferencial de deslizamento limitado e vetorização de torque, enquanto o terceiro motor fica no eixo dianteiro, acionado por engrenagens cilíndricas para ser acoplado ou desacoplado para reduzir arrasto ou fornecer tração integral ou aceleração plena.

Visual boboca, infantilizado, com cara de monstrinho de videogame. Pra quem é esse carro?

Na dinâmica de chassi, o GT 4-Door adota a suspensão a ar Active Ride Control com estabilização de rolagem semiafetiva, sistema que elimina as barras estabilizadoras físicas convencionais ao interligar hidraulicamente as bolsas de amortecimento por meio de uma bomba centralizada e um reservatório de pressão de 8,2 litros. Os braços de suspensão dianteiros são feitos de alumínio forjado e o eixo traseiro pode esterçar as rodas em até seis graus — como no antecessor a gasolina. O carro pode ser equipado com discos de carbono-cerâmica.

O gerenciamento de tração e chassi é centralizado pelo supercomputador AMG Race Engineer Core, que controla eletronicamente os parâmetros dos motores e oferece seis modos de condução selecionáveis via botão rotativo no console central — incluindo o ajuste AMGForce Sport+, que emula sonoridade artificial de motores V8 e simula pontos de mudança de marcha — se o elétrico é tão legal, por que recorrer a isso, não?

Em termos aerodinâmicos, o novo GT tem coeficiente 0,22, resultado da altura de rodagem 40 mm mais baixa, combinada ao fundo plano com elementos móveis, difusor traseiro otimizado e spoiler ativo. Por dentro, ele tem um quadro de instrumentos digital de 10,2 polegadas e telas multimídia centrais e de passageiro com 14 polegadas, além de bancos esportivos aliviados.

Tudo isso é muito impressionante, até chegar a parte da bateria, que também impressiona, mas mata toda a excitação que os números mencionados até agora poderiam provocar. Ela tem 106 kWh e usa arquitetura de 800 volts — isso significa que ela armazena muita energia e pode ser recarregada rapidamente (de 10% a 80% em “apenas 11 minutos”). Mas isso também significa que ela é grande e pesada, e continua grande e pesada mesmo quando tem apenas 2% do total de energia armazenada. São 2.660 células e um sistema integrado de galerias por arrefecimento líquido. A autonomia no ciclo europeu é de 700 km.

O problema é que, com esta bateria, e apesar dos motores mais densos e da combinação “inteligente” de alumínio, aço e compósitos fibrosos para controlar o peso do carro, ele ainda pesa 2.460 kg em ordem de marcha. Um G63 AMG pesa 2.640 kg — 180 kg a mais. Não dá pra aceitar isso como normal, como evolução positiva, como um futuro melhor que o atual GT 63S, que já é um carro pesado, com mais de 2.100 kg. Isso nos leva a pensar e questionar: será que existe alguém no mundo verdadeiramente empolgado com a chegada desse carro? Alguém que anseia por ele como ansiamos pelo AMG GT Black Series?

Caso exista, fica o serviço: a produção inicia no segundo semestre em Sindelfingen, na Alemanha, enquanto os motores de fluxo axial serão montados em Berlim. O preço final não foi divulgado, mas estima-se que ele chegue aos US$ 200.000.

Projeto de lei quer suspensão da CNH por 10 anos para quem causar acidentes fatais

Mais um dia, mais uma proposta de lei. É o que acontece quando se convence as pessoas de que deputado bom é deputado que propõe e aprova leis, como se esta fosse a única função do poder legislativo. Mas divago, como diria o MAO. A notícia que importa aqui é que um novo projeto de lei visa endurecer a pena para condutores condenados por homicídio culposo em acidentes de trânsito. E ele acaba de ser aprovado pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.

O projeto 276/2026 prevê a alteração do artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro prevê o aumento da pena de prisão de quatro para oito anos — um recurso para permitir a prisão preventiva do réu, algo que não é possível quando a pena máxima é de quatro anos — além de impor a suspensão do direito de dirigir ou a proibição de se obter a habilitação por 10 anos. Atualmente, o código prevê penalidade de suspensão de CNH por, no máximo, cinco anos.

A justificativa do projeto de lei, apresentado pela deputada Delegada Ione, o aumento das penas fundamenta-se na necessidade de punir de forma proporcional as violações graves do dever dos condutores em ter prudência na condução de veículos. O projeto agora segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e, caso aprovado, segue para votação nos plenários da Câmara e do Senado Federal.

Lote de Nissan GT-R fica bem abaixo do esperado no leilão de Villa d’Este

Lembra daquele lote de Nissan GT-R que foi leiloado em Villa d’Este, às margens do elegante Lago Como? Pois então… todos eles ficaram muito abaixo do esperado. Quanto? O lote inteiro foi arrematado por um total de US$ 1.540.000 — valor esperado pela dupla mais rara do lote. Será que a bolha estourou?

GT-R Midnight Purple 1999, vendido por “apenas” 150.000 euros

Ainda é cedo para dizer se “a bolha estourou”, assim como era cedo para dizer se os hipercarros modernos estão supervalorizados no início do ano, quando a Daytona SP3 foi arrematada por US$ 26 milhões. Pode ter sido simplesmente o carro certo no lugar errado. Afinal, Nissan GT-R combina tanto com o Lago Como quanto wasabi combina com tortellini.

Pode ser também que a Broad Arrow Auctions tenha errado no posicionamento ou tenha falhado em atrair o público que efetivamente pagaria caro por estes carros. Ou pode ter sido também uma mera especulação infundada, baseada na ideia de que gamers de 20 anos atrás já dispõem de quase um milhão de dólares para comprar um dos seus ícones da juventude.

M-Spec 2001 V-Spec Nismo S-Tune V-Spec Nür

No fim das contas os carros, oferecidos sem reserva, foram arrematados por menos da metade do preço esperado — exceto pelos dois mais raros, que ainda assim ficaram muito aquém da expectativa. O mais barato deles foi o Skyline GT-R 1999 básico, que tinha como diferencial a pintura roxa “Midnight Purple”. Esperava-se algo em torno de 325.000 a 400.000 euros, mas ele foi arrematado por 150.000 euros. O mais valorizado foi o Skyline GT-R CRS by Nismo, que tinha valor estimado entre 700.000 e 850.000 euros, mas foi arrematado por 410.000 euros.

GT-R CRS, o mais caro do lote — 410.000 euros frente a uma expectativa de até 850.000 euros

Os demais GT-R eram o M-Spec 2001, com preço estimado em 450.000-600.000 euros, arrematado por 225.000 euros; o V-Spec II Nür 2002, que tinha preço estimado entre 375.000 e 450.000 euros e foi arrematado por 180.000 euros, e o GT-R V-Spec III Nismo S-Tune de 2001, estimado entre 500.000 e 700.000, mas acabou arrematado por apenas 359.500 euros.

VW abre segundo lote do Golf GTI no Brasil

A Volkswagen abriu as reservas para um lote extra de 150 unidades do Golf GTI de oitava geração, depois de vender as primeiras 350 unidades do modelo em setembro passado. O carro continua vendido por R$ 430.000, mas para aqueles que querem se destacar dos 350 primeiros, agora é possível comprar o carro com pintura de duas cores, com teto preto — a um custo adicional de R$ 7.900, claro.

As novas cores são Azul Anêmona, Azul Gelo Cristal, Cinza Dolphin e Branco Órix, que somam-se às cores já oferecidas na paleta do modelo — Vermelho Kings, Branco Puro, Cinza Moonstone e Preto Mythos. Para priorizar entusiastas e conter o ágio, a VW segue limitando a compra do carro a uma unidade por CPF ou CNPJ, exigindo que o comprador comprove a propriedade atual de um modelo de proposta esportiva do Grupo Volkswagen, englobando também as marcas Audi e Porsche.

Caterham revela Seven Nürburgring Edition

Enquanto a Volkswagen tentava nos convencer com um Polo GTI elétrico, e um Logan de 350 cv conquistava a simpatia do público, a Caterham revelava mais uma edição especial do seu Seven: o Seven Nürburgring Edition. A série é limitada a 100 unidades e comemora o centenário de Nürburgring — daí o número da série.

Construída sobre a base dos modelos Seven 420R ou 340R (conforme o mercado de destino), a série traz como principal destaque a suspensão desenvolvida pela Bilstein em Nürburgring, otimizando o conjunto para as transferências de carga, variações de superfície e ondulações do traçado Nordschleife. Sob o capô, o Seven tem um motor Ford Duratec 2.0 que desenvolve 210 cv e 20,7 kgfm, combinado a uma caixa manual de cinco marchas. E isso é suficiente para levá-lo de zero a 100 km/h em 3,8 segundos e à máxima de 219 km/h.

Esteticamente, a série se diferencia pela adoção de paralamas dianteiros de fibra de carbono, santantônio vermelho e um defletor aerodinâmico no lugar do para-brisa tradicional, além de grafismos alusivos ao circuito na carroceria. O cockpit segue a mesma abordagem, com cintos de segurança de quatro pontos e uma plaqueta metálica numerada individualmente no painel. O preço parte de US$ 56.595.

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Fonte original FlatOut
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