O último Bugatti W16 | uma nova gasolina limpa e mais!
Bom dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.
- O último Bugatti W16 Mistral foi fabricado
- Toyota e BMW testam gasolina renovável que corta emissões em 70%
- MG4 Urban é lançado no Brasil por R$ 130.000
- Ouça o ronco do mais novo V12 aspirado do pedaço
- Aston Martin lança jipe com motor V12… no Call of Duty
(Para compartilhar uma notícia específica, basta copiar o link direto no índice acima)
O último Bugatti W16 Mistral foi fabricado
Mais uma vez, amigos, testemunhamos o fim de uma era: a Bugatti confirmou que o último dos 99 exemplares do hipercarro W16 Mistral acaba de deixar o ateliê da marca em Molsheim. Com isso, oficialmente, é o fim linha para o roadster com motor de oito litros, quatro turbos e 16 cilindros feito com base no Bugatti Chiron.
O derradeiro Mistral aposta em uma combinação relativamente discreta de dois tons de off-white (Pearl e Sparkle) para a carroceria, enquanto o lado segue a mesma linha com couro bege “Magnolia”e cinza “Grey Carbon Matt”.
Entre os toques de exclusividade encomendados pelo proprietário através do programa Bugatti Sur Mesure estão a escultura de um falcão na alavanca de câmbio (no lugar do costumeiro elefante) e os bordados à mão nos revestimentos das portas, que também trazem estampadas as dianteiras do Veyron e do próprio Mistral, acenando à linhagem de 16 cilindros em W da fabricante. No console central e na asa traseira móvel foi colocada a inscrição The last of its kind — “O último de sua espécie”. É quase melancólico.
Dito isso, existe uma observação com asterisco e letras pequenas nessa história: o Mistral de número 99 pode até ser o último da série oficial, mas o programa Solitaire da Bugatti disponibiliza tanto o monocoque do Chiron quanto o próprio W16 quadriturbo de oito litros para quem quiser encomendar um one-off. Enquanto durarem os estoques, fãs da marca com bala na agulha poderão colocar na garagem um exemplar feito sob medida do monstro de 1.600 cv e 163,1 kgfm de torque. E é questão de tempo para que isso aconteça, temos certeza.
Toyota e BMW testam gasolina renovável que corta emissões em 70%
E lá vamos nós com mais uma solução para um problema que não existia antes de tentarmos resolver outro problema às pressas. Desta vez é mais uma gasolina alternativa para tentar driblar o banimento dos carros a combustão na Europa. Não é a gasolina sintética da Porsche, mas uma gasolina renovável desenvolvida por uma parceria da petrolífera Repsol com a Bosch e que será testada em parceria pela Toyota e pela BMW na Espanha.
Diferentemente dos e-fuels (combustíveis sintéticos caros e complexos, feitos a partir da captura de CO2 e eletrólise de hidrogênio), este combustível renovável chamado Nexa 95 é produzido a partir de resíduos orgânicos. A lógica aqui é que o dióxido de carbono liberado no escapamento seja equivalente ao que a matéria-prima orgânica do combustível absorveu durante seu ciclo de vida, resultando em uma redução drástica de mais de 70% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação com a gasolina fóssil tradicional. (Eu sei o que você está pensando agora; aguarde o final da nota).
A melhor notícia é que o Nexa 95 é um combustível do tipo “drop-in”, ou seja: substitui a gasolina derivada de petróleo diretamente na bomba, sem exigir absolutamente nenhuma adaptação mecânica ou reprogramação nos motores atuais. Durante os próximos seis meses, uma frota de cerca de 20 veículos será abastecida exclusivamente com esse novo combustível, e será monitorada por um sistema de telemetria digital da Bosch.
A iniciativa é fruto da alteração das regras do “banimento” da combustão na Europa, que abriu uma brecha para o uso de combustíveis sustentáveis — o que nos traz, de novo, ao Brasil. “Um combustível feito de matéria orgânica que reduz drasticamente as emissões se comparado à gasolina” já existe e já é usado em um dos maiores mercados do planeta: chama-se etanol. Esse combustível “verde” é usado no Brasil desde os anos 1970 e, embora tenha passado por um período de baixa entre os anos 1990 e o início dos anos 2000, ele se tornou utilizado por mais de 30% da frota brasileira e, por ser aditivo da gasolina desde os anos 1930, fez com que nossa frota fosse uma das mais limpas do planeta — mesmo antes da histeria carbônica. Na prática, para evitar a dependência total de carros elétricos, o mundo está olhando para uma solução que o Brasil já tem há 50 anos, enquanto o Brasil copia bovinamente a solução europeia de um problema que não causamos — justamente porque já tínhamos a solução. (Leo Contesini)
MG4 Urban é lançado no Brasil por R$ 130.000
Em um evento realizado ontem (16), a MG lançou no Brasil o hatch elétrico MG4 Urban. Por R$ 129.990, o carro vem para se posicionar na base da gama da marca, brigando diretamente com Dolphin Mini, Geely EX2 e GAC Aion UT.
Fabricado em Horizonte (CE), o MG4 Urban mede 4,39 metros de comprimento, 1,84 m de largura e tem entre-eixos de 2,75 m — medidas que o tornam maior que o próprio MG4 convencional, que parte de R$ 169.990 na versão inicial Comfort. Ele também é bem mais avantajado que os principais concorrentes: o BYD Dolphin Mini, por exemplo, tem 3,78 m de comprimento e 2,5 m de entre-eixos, enquanto o Geely EX2 mede 4,13 m de comprimento com entre-eixos de 2,65 m. Em porta-malas o MG4 Urban também ganha de lavada, com 477 litros contra apertados 230 litros do Dolphin Mini e 375 litros do EX2.
A MG oferece o MG4 Urban apenas com um motor elétrico. Há, porém, duas opções de bateria: de 42 kWh, capaz entregar 150 cv, acelerar de zero a 100 km/h em 9,6 segundos e entregar até 299 km de autonomia; e de 54 kWh, que entrega 160 cv, vai de zero a 100 km/h em 9,5 segundos e roda até 358 km com uma carga (segundo os padrões do Inmetro). No ciclo WLTP europeu, os números são 320 km e 415 km, respectivamente. Em ambos os conjuntos, a carga rápida em corrente contínua (DC) permite que as baterias vão de 10% a 80% da capacidade em cerca de 30 minutos.
Os níveis de acabamento são três. A versão de entrada é a MG4 Urban Comfort 43 kWh, tabelada em R$ 129.990. Ela vem equipada de série com faróis e lanternas de LED, rack de teto, rodas de 16 polegadas e ar-condicionado automático de uma zona. No quesito tecnologia e segurança, o modelo traz painel de instrumentos digital com tela de 7 polegadas, central multimídia com tela de 12,8 polegadas, 7 airbags e o pacote ADAS, que engloba 15 assistentes de condução.
Um degrau acima está a configuração MG4 Urban Luxury 43 kWh, que sai por R$ 139.990. Além de herdar todos os itens da Comfort, ela adiciona rodas de 17 polegadas, volante e bancos dianteiros com aquecimento, iluminação interna em LED (luz ambiente) e sistema de câmeras com visão de 360 graus. O pacote de comodidades é completado pelo ajuste elétrico para os bancos dianteiros e pelo carregador de celular por indução no console central.
No topo da gama, a marca oferece o MG4 Urban Luxury 54 kWh por R$ 149.990. Essa opção mantém exatamente a mesma lista de equipamentos de conforto, tecnologia e segurança da versão Luxury de 43 kWh, diferenciando-se apenas pela presença da bateria de maior capacidade. (Dalmo Hernandes)
Ouça o ronco do mais novo V12 aspirado do pedaço
Conforme prevíamos (e torcíamos para estar certos), os motores V12 parecem viver um momento de ressurgência. E a mais recente prova disso é o novo motor da novata Nilu27. Dois anos atrás, a jovem fabricante prometeu ao mundo o Nilu, um hipercarro que, visualmente, parece vir do futuro, mas com uma proposta bem à moda antiga sob a carroceria: motor V12 aspirado sem qualquer assistência híbrida, câmbio manual, tração traseira e baixo peso — na ordem dos 1.200 kg. E agora eles estão de volta com evidências em vídeo de que o projeto está muito vivo e que as promessas não eram vazias.
Havia bons motivos para que o mundo duvidasse. Na época a Nilu27 deu alguns números tão impressionantes que deixaram todo mundo com a pulga atrás da orelha: mais de 1.000 cv, 11.000 rpm e 1.200 kg na balança. Não que seja tecnicamente impossível — só era quase bom demais para ser verdade. Porém, um vídeo publicado esta semana no canal do YouTube da Nilu27 mostra o V12 acordando na bancada da oficina. E, olha… o bicho grita bonito.
O V12 foi desenvolvido pela neozelandeza Hartley Engines, uma empresa relativamente desconhecida ao lado de figurões como a Cosworth, por exemplo. Mas eles sabem o que estão fazendo — configurado em “hot V”, com o coletor de escape entre as bancadas de cilindros, e corpos de borboleta individuais, a usina de 6,5 litros parece muito saudável e soa como o antídoto perfeito para a onda de hipercarros elétricos.
Capitaneada pelo projetista Sasha Selipanov, que já trabalhou na Lamborghini, na Bugatti e na Koenigsegg, a Nilu27 parece acreditar em uma abordagem oposta à dos grandes nomes da indústria. O Nilu tem cockpit minimalista, com mostradores analógicos, muitos componentes em metal, bancos integrados ao monocoque de fibra de carbono e destaque para a grelha do câmbio manual de sete marchas. Sim, sete.
A Nilu27 diz que os motores logo serão enviados da Nova Zelândia para sua fábrica na Alemanha, onde o Nilu está sendo desenvolvido e testado. A princípio serão fabricadas 15 unidades para uso exclusivo em pista, e em seguida — se tudo der certo, claro — a empresa começará o trabalho de homologação para 54 exemplares de rua. (Dalmo Hernandes)
Aston Martin lança jipe com motor V12… no Call of Duty
Não são só os games de corrida que ganham carros virtuais exclusivos criados por fabricantes de verdade. O jogo de tiro em primeira pessoa Call of Duty também entrou nessa. E, de toda as marcas do mundo, foi a Aston Martim quem colaborou com a desenvolvedora Infinity Ward e a publisher Activision para colocar em CoD: Modern Wafare 4 um veículo exclusivo: eis o Aston Martin Dreadnought.
O veículo é o que a Aston Martin chama de “o SUV tático de alto desempenho definitivo” — o que, na prática, resultou em algo que parece um Humvee futurista com elementos de estilo inspirados nos Aston. A dianteira, por exemplo, é visivelmente influenciada pelo V8 Vantage do fim dos anos 1970. E eu não estou brincando: repare no formato da grade, na posicão dos faróis e na disposição geral dos elementos, incluindo os faróis auxiliares.
Embora o Dreadnought seja virtual, a Aston Martin fez questão de dar a ele o ronco de seu motor V12 e diz que sua física foi desenvolvida em conjunto com o departamento de engenharia da marca de modo a refletir de forma verossímil o comportamento de um Aston Martin. Mesmo que o cenário não sejam as estradas da Europa ou o asfalto de um circuito, mas sim zonas de guerra.
Até mesmo o nome do carro tem inspiração nos veículos de combate históricos do Reino Unido — o caso, o navio HMS Dreadnought, que fez história na marinha britânica no início do século 20. E, assim como o navio de combate, o Dreadnought de CoD: MW4 também tem tanques de combustível reserva, compartimentos integrados para guardar armamentos e blindagem contra munição pesada.
Para quem não é muito fã de games, a Aston Martin também fará uma versão em tamanho real para levar ao Fanatics Fest, evento esportivo realizado neste fim de semana em Nova York que trará uma área dedicada exclusivamente ao Modern Warfare 4. Já o game em si será lançado em outubro deste ano. (Dalmo Hernandes)
