Porsche ainda não desistiu do 718 elétrico | Ram Rumble Bee com 900 cv e mais
Bom dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.
- Porsche ainda não desistiu do 718 elétrico
- Ram 1500 Rumble Bee chega aos 900 cv com kit de fábrica
- GWM Poer P30 ganha versão de R$ 205.000 e se torna a picape média mais barata do Brasil
- Volvo alerta donos do EX30: carregar a bateria acima de 70% não é seguro
- Seiko lança relógio em comemoração aos 30 anos de Initial D
- Ford simula uma volta em Le Mans no dinamômetro com o V8 de seu Hypercar
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Agora você também pode ouvir o Zero a 300Porsche ainda não desistiu do 718 elétrico
Desde que sua produção foi encerrada, em 2025, o futuro do Porsche 718 Boxster/Cayman virou uma incógnita. Pouco depois, a fabricante alemã anunciou que a próxima geração do esportivo de motor central-traseiro já estava em desenvolvimento e seria totalmente elétrica — notícia que não foi muito bem recebida pelo público, naturalmente. Em reação, ainda em dezembro do ano passado a Porsche disse à imprensa que a plataforma PPE (Premium Platform Electric) passaria por um processo de adaptação para receber, afinal, motores a combustão, alimentando boatos de que eventuais variantes com foco nas pistas (como o 718 GT4) seriam as únicas a movidas a gasolina.
Uma coisa levou à outra, e nos últimos meses não faltaram boatos de que o 718 elétrico seria adiado, ou mesmo cancelado. Agora, porém, o CEO Michael Leiters esclareceu às coisas falando com a publicação alemã Frankfurter Allgemeine Zeitung: o plano original está de pé, e o 718 elétrico será mesmo lançado, afinal.
“Quanto ao 718 elétrico, chegamos à conclusão de que vamos produzir esse modelo”, afirmou o executivo, “porque ele economicamente ele é a melhor solução e porque será um carro fantástico”.
Note que a primeira justificativa tem a ver com planilhas financeiras, e que só depois ele fala sobre o carro em si. E de fato os números de vendas favorecem a ideia de um 718 movido a bateria: em 2025 a Porsche vendeu 280 mil carros, sendo 22,2% deles totalmente elétricos e 12,1% híbridos plug-in. Na Europa, a fatia dos eletrificados é ainda maior: 57,9% dos Porsche vendidos por lá em 2025 traziam algum tipo de eletrificação.
Além disso, por várias vezes fomos informados de que o desenvolvimento do 718 elétrico já está bem avançado, e de que o prazo para sua chegada às concessionárias foi estendido porque a Porsche precisou retrabalhar a plataforma para receber motores a combustão. Cancelar um projeto nesse estágio seria, na prática, jogar dinheiro fora. Considerando que Leiters assumiu o posto ocupado anteriormente por Oliver Blume justamente para recuperar a rentabilidade da Porsche, que também sofre com a crise que abala o grupo Volkswagen, de fato não seria uma decisão inteligente do ponto de vista econômico. Por outro lado, foi sob a batuta de Blume que a Porsche reduziu seu lucro em 2,1 bilhões de dólares, em uma consequência direta de investir demais em elétricos — o que, de novo, ajuda a justificar a manobra estratégica de adaptar motores a combustão na plataforma PPE.nhhf
O fato de os entusiastas não estarem muito animados com o 718 elétrico, no fim do dia, tem pouco impacto sobre o que a Porsche faz ou deixa de fazer com sua linha. E se em última instância isso for ajudar a manter a casa em ordem e garantir a sobrevivência do 911, talvez seja o tipo de coisa com a qual vamos ter que nos conformar. De todo modo, tudo o que podemos fazer é assistir e esperar. (Dalmo Hernandes)
Ram 1500 Rumble Bee chega aos 900 cv com kit de fábrica
Enquanto isso, nos EUA… a Ram 1500 Rumble Bee sequer começou a ser vendida e já ganhou mais potência. Como se precisasse: em sua variante mais radica SRT, equipada com o bom e velho motor V8 Hellcat de 6,2 litros, ela já conta com 787 cv.
Para quem acha pouco, porém, a Ram anunciou agora que a picape também fará o programa Direct Connection, que basicamente é um catálogo de componentes de preparação de fábrica da Mopar. E isso inclui, claro, um upgrade para o supercharger de 2,4 litros para três litros, elevando a potência para mais de 900 cv — sem perder a garantia. Por quase 11 mil dólares, não é exatamente barato, mas poucos anos atrás esse nível de cavalaria era coisa reservada aos hipercarros.
O kit também está disponível para as outras motorizações da Rumble Bee. Com o supercharger, o motor de 5,7 litros da versão inicial passa de 400 cv para cerca de 600 cv, enquanto o V8 392 (6,4 litros) da versão intermediária vai de 476 cv para aproximadamente 700 cv. Por fim, temos a já mencionada variante SRT com mais de 900 cv.
Quem comprar o kit de supercharger também pode incluir no pacote um sistema de escapamento da Magnaflow para qualquer uma das três versões. Além disso, a Rumble Bee e a Rumble Bee 392 podem receber um pacote de suspensão com coilovers ajustáveis em 24 posições e molas mais rígidas, deixando a picape 2,5 cm mais perto do chão na dianteira e 7,5 cm mais baixa na traseira — o que, segundo a Ram, ajuda tanto na tração em arrancadas quanto no desempenho em curvas.
A fabricante também confirma que os pacotes serão lançados junto com suas respectivas picapes — ou seja, no fim de 2026 para a Ram Rumble Bee e no começo de 2027 para as versões 392 e SRT. (Dalmo Hernandes)
GWM Poer P30 ganha versão de R$ 205.000 e se torna a picape média mais barata do Brasil
Não satisfeitos em bagunçar a tabela de hatches e SUVs, as marchas chinesas agora querem também ganhar o público mais conservador das picapes médias. Ao menos é o que ficou claro pela manobra mais recente da GWM, que acabou de anunciar uma versão de trabalho da picape Poer P30 e fez dela a picape média de cabine dupla mais barata do mercado, por R$ 205.000.
A nova configuração custa R$ 22.000 menos que a Poer P30 Trail, de R$ 227.000, e R$ 42.000 menos que a Exclusive, de R$ 247.000. A diferença para as concorrentes também é considerável: a Fiat Titano Endurance, a rival mais próxima em preço, custa R$ 238.490 — uma diferença de R$ 33.490. Nas versões mais baratas de Ford Ranger, Chevrolet S10 e Toyota Hilux, a comparação é ainda mais favorável à GWM. Ranger XL, S10 WT e Hilux de entrada custam entre R$ 248.600 e R$ 256.390, mas são configurações cabine-chassi, enquanto a Poer P30 Pro já vem com cabine dupla e caçamba convencional.
Para chegar aos R$ 205.000, a GWM, claro, teve de simplificar o acabamento e a lista de equipamentos. As rodas de liga leve foram substituídas por rodas de aço de 18 polegadas, enquanto grade, retrovisores e maçanetas passaram a usar acabamentos em preto fosco e cinza-escuro.
Por dentro, a tela multimídia diminuiu de 14,6 para 12,3 polegadas, e o quadro de instrumentos digital passou de 10,25 para sete polegadas.
A versão Pro também perdeu a câmera de 360 graus, os sensores de estacionamento dianteiros, os retrovisores com rebatimento elétrico, o carregador de celular por indução, os serviços conectados e o sistema que simula uma visão transparente sob o veículo. Os bancos dianteiros deixam de ter ajustes elétricos, aquecimento e ventilação e o acabamento interno é totalmente preto.
O conjunto mecânico continua o mesmo: o 2.4 turbodiesel de 184 cv e 48,9 kgfm, combinado ao câmbio automático de nove marchas. A tração 4×4 oferece os modos 2H, 4H e 4L, além de bloqueio eletrônico do diferencial traseiro. O pacote de segurança também foi mantido, com seis airbags, cruise control adaptativo, assistente de permanência em faixa, frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e ciclistas, alerta de colisão frontal e reconhecimento de placas. (Leo Contesini)
Volvo alerta donos do EX30: carregar a bateria acima de 70% não é seguro
A Volvo voltou a alertar os proprietários do EX30 envolvidos no recall da bateria: até que o reparo seja realizado, os carros não devem ser carregados acima de 70% da capacidade.
O caso começou depois que a fabricante identificou uma falha de produção nas células da bateria de alta tensão de algumas unidades do SUV elétrico. O defeito pode provocar um curto-circuito dentro dos módulos, causando superaquecimento e aumentando o risco de incêndio. O recall envolve EX30 produzidos entre 6 de setembro de 2024 e 25 de outubro de 2025. Mais de 40.000 carros foram afetados em todo o mundo, dos quais aproximadamente 5.600 estão no Brasil.
Como medida preventiva, a Volvo orientou os proprietários a limitar a recarga a 70% pelo sistema do carro até que ele seja levado a uma concessionária para a substituição das baterias. Em alguns mercados, a fabricante também recomendou que os veículos não fossem carregados em locais fechados ou sem supervisão.
Agora, Luis Rezende, presidente da Volvo para as Américas, reforçou em entrevista à rádio CBN, que ultrapassar esse limite não é seguro e pediu que todos os proprietários atendam à convocação. “Pedimos para que os donos do EX30, por favor, sigam o recall. O limite da bateria é, sim, de 70%. Fazer a recarga acima disso não é seguro e realmente pode ocasionar acidentes”, declarou o executivo.
O recall prevê a inspeção da bateria e a substituição dos componentes afetados. O alerta ganhou repercussão depois que um Volvo EX30 pegou fogo no Rio de Janeiro. Até agora, contudo, não foi confirmada uma relação entre esse incêndio e a falha que motivou o recall. Enquanto o reparo não for concluído, a orientação aos proprietários das unidades afetadas é limitar a carga a 70% e procurar uma concessionária da Volvo. (Leo Contesini)
Seiko lança relógio em comemoração aos 30 anos de Initial D
Para celebrar os 30 anos do mangá de Initial D, a japonesa Seiko acaba de lançar o cronógrafo Keisuke Takahashi RX-7 FD3S, em parceria com a rede de varejo Premico.
Como o nome deixa bem claro, o relógio é inspirado no líder dos Akagi RedSuns, Keisuke Takahashi, que pilota icônico Mazda RX-7 FD amarelo. A cor aparece na face do mostrador, enquanto os mostradores auxiliares são inspirados nos instrumentos do painel do esportivo. Além disso, a marca das 12 horas tem o formato do rotor de um motor Wankel, e o emblema dos RedSuns aparece na marca das 3 horas.
O relógio de quartzo tem case de aço inox e pulseira no mesmo material. A tampa traseira é gravada com o logo da franquia e também com a numeração de cada exemplar. Serão feitas 1.995 unidades, em referência ao ano em que Initial D começou a ser serializado na revista japonesa Weekly Young (ou seja, faz 31 anos, mas isso é só um detalhe).
Este é o segundo Seiko inspirado em Initial D: no ano passado a marca lançou um relógio inspirado pelo Toyota AE86 de Takumi Fujiwara. E não se trata de um evento isolado — na verdade, é bem comum que as relojoarias japonesas façam parecerias com animes e mangás, e existe toda uma comunidade de entusiastas da horologia que colecionam especificamente esse tipo de relógio.
O Seiko Keisuke Takahashi RX-7 FD3S começou a ser vendido em 3 de agosto pela loja oficial da Premico por 65.780 ienes (cerca de R$ 2.140 em conversão direta). Além disso, importadoras como a Hobby Genki também oferecem a peça em pré-venda pelo valor de ¥ 71.980 (aproximadamente R$ 2.340) com envio internacional previsto para janeiro de 2027. Considerando que se trata de uma edição limitada, os valores no mercado paralelo podem ser bem mais altos — a versão de Takumi Fujiwara, por exemplo, pode ser encontrada no Brasil custando quase R$ 20.000. (Dalmo Hernandes)
Ford simula uma volta em Le Mans no dinamômetro com o V8 de seu Hypercar
A Ford segue desenvolvendo seu próximo carro de Le Mans e, depois de confirmar o V8 derivado do Coyote e mostrar a primeira partida do motor, a divisão de competição agora divulgou em que o conjunto reproduz, no dinamômetro, uma volta completa em La Sarthe.
Os dados usados no ensaio vêm de uma volta realizada por um piloto no simulador da Ford, reproduzindo no banco de testes exatamente as variações de acelerador, rotação e carga às quais o motor seria submetido na pista. Esse tipo de teste permite aos engenheiros testar o V8 não apenas em condições calculadas pelo computador, mas também considerando as pequenas irregularidades de uma volta feita por um piloto real — cada piloto freia, acelera, troca marchas e gerencia o comando do carro de forma sutilmente diferente, e essas diferenças se tornam importantes em uma prova de 24 horas. Como o carro é dividido entre três pilotos em Le Mans, a simulação permite reproduzir os estilos de condução de cada um para verificar como eles afetam temperatura, consumo, desgaste e confiabilidade.
O sistema funciona como uma pista virtual para o departamento de motores. Em vez de esperar que o protótipo esteja pronto para começar os testes de durabilidade, os engenheiros já podem submeter o V8 às longas acelerações da reta de Hunaudières, às reduções para as chicanes e às mudanças constantes de carga do Circuit de la Sarthe. O objetivo não é apenas verificar potência e durabilidade, mas também as variações e a estabilidade da operação ao longo das 24 horas.
A estreia do carro está prevista no início da temporada de 2027 do Mundial de Endurance, que acontece em março com os 1812 Km do Catar. (Leo Contesini)
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