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Produção da Geely no Brasil começa em setembro na fábrica da Renault

Produção da Geely no Brasil começa em setembro na fábrica da Renault

Notícias Produção da Geely no Brasil começa em setembro na fábrica da Renault

Fabricante chinesa utilizará complexo em São José dos Pinhais (PR) para nacionalizar o SUV EX5 EM-i e o hatch elétrico EX2

Por Nicolas Tavares 20 jul 2026, 10h29 | Atualizado em 20 jul 2026, 14h00 Será lançado em novembro, com preços entre R$ 130.000 e R$ 150.000 (Fernando Pires/Quatro Rodas) Priorizar nos meus resultados Google

A produção da Geely no Brasil tem data marcada para começar: setembro deste ano. A data foi confirmada por Ariel Montenegro, CEO da Renault Geely do Brasil, em entrevista ao jornal Valor Econômico. A operação conjunta da Renault Geely do Brasil vai utilizar as linhas de montagem do Complexo Ayrton Senna, no Paraná, para iniciar a nacionalização de sua nova linha de veículos. O primeiro modelo a sair da fábrica será o SUV híbrido Geely EX5 EM-i, enquanto o hatch elétrico Geely EX2 terá sua fabricação iniciada no último trimestre.

A fabricante chinesa está correndo para cumprir este cronograma e iniciar a produção nacional o mais rápido possível. QUATRO RODAS apurou que a Renault Geely do Brasil já monta algumas unidades pré-série nas instalações paranaenses. Esse movimento antecipa o processo de homologação de peças e o treinamento da equipe fabril.

Geely EX5 (Divulgação/Geely)

O primeiro carro será o EX5 EM-i, versão híbrida do SUV médio. A produção nacional havia sido confirmado pela marca no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro passado. A escolha não é por acaso. O utilitário é feito com a plataforma GEA, que também servirá de base para alguns carros da Renault.

Flagra do Geely EX2 2027 (Marlos Ney Vidal/Autos Segredos)

Houve um esforço maior para adicionar o EX2 no plano de produção. O sucesso do hatch elétrico no Brasil fez com que a Geely resolvesse montar o hatch no país em regime CKD, importando o carro desmontado da China. Posteriormente, a empresa fará uma transição gradual para a produção nacional com peças locais.

O compacto terá novidades quando virar nacional. Segundo o site Autos Segredos, que flagrou uma unidade em testes, a marca aplicará as mudanças feitas na China, mexendo levemente no design ao receber um novo para-choque, que melhora a aerodinâmica. A bateria de 39,4 kWh será substituida por uma de 47 kWh de capacidade. Também terá mais equipamentos, com faróis full-led e central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay sem fio (hoje, a conexão é só por cabo).

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A decisão de nacionalizar dois veículos inéditos de uma só vez responde ao avanço rápido das outras marcas chinesas. BYD e GWM já possuem suas linhas de montagem no Brasil; a MG confirmou que fará o MG4 e MG S5 no Horizonte (CE); e a GAC terá carros montados pela HPE Automotores (representante da Mitsubishi no país) em Catalão (GO). Até a Chevrolet está vendendo os chineses Spark EUV e Captiva EV, atualmente montados no Ceará.

Há também o problema com os impostos. Fabricar localmente protege a operação da recente escalada no imposto de importação para carros eletrificados, garantindo uma margem financeira mais competitiva. A iniciativa tenta consolidar a base da marca no mercado brasileiro, reduzindo a dependência crônica de lotes importados sujeitos às oscilações cambiais.

Fonte original Quatro Rodas
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