Notícias

Gasolina E32 traz risco de quebra segundo fabricantes | o novo Grand Tour e mais!

Gasolina E32 traz risco de quebra segundo fabricantes | o novo Grand Tour e mais!

Bom dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.

  • Fabricantes alertam que gasolina E32 traz risco real de quebra para importados e antigos
  • Nova temporada de The Grand Tour estreia em setembro
  • Alfa Romeo divulga teaser de seu novo SUV
  • Honda Fit RS Mugen ganha novos amortecedores inspirados no Type R
  • Motos da Shineray poluem até 18 vezes mais que o permitido

(Para compartilhar uma notícia específica, basta copiar o link direto no índice acima)

Fabricantes alertam que gasolina E32 traz risco real de quebra para importados e antigos

A canetada do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que elevou a mistura de etanol na gasolina para 32% (E32) provocou uma reação calorosa das fabricantes e importadoras. Em posicionamentos oficiais divulgados nesta terça-feira (14), tanto a Anfavea (associação dos fabricantes) quanto a Abeifa (associação dos importadores) criticaram duramente a decisão do governo, alertando para a falta de “estudos técnicos específicos e conclusivos” de durabilidade e apontando o risco real de danos mecânicos na frota circulante do país.

Segundo as duas entidades, os testes usados pelo governo para validar o E32 focaram apenas em aspectos imediatos como desempenho, emissões e dirigibilidade a curto prazo, ignorando variáveis críticas como durabilidade de componentes a longo prazo e degradação de materiais. O presidente da Abeifa, Marcelo de Godoy, foi categórico ao prever as consequências da nova mistura para os modelos que rodam exclusivamente a gasolina: “Para ser sincero, corremos o risco de ver carros quebrados nas ruas por causa desse aumento”. As importadoras agora correm contra o tempo junto às suas matrizes no exterior para tentar recalibrar e adaptar os motores à nova realidade brasileira de quase um terço de álcool na “gasolina”.

O governo federal tenta se esquivar das críticas alegando que os testes de validação feitos em 2025 (quando a mistura subiu para 30%) já trabalhavam com uma margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima, o que teoricamente viabilizaria os 32%. A pressa em empurrar a mudança goela abaixo do mercado tem forte viés político e econômico: o Planalto quer reduzir a importação de combustível fóssil e blindar a economia da volatilidade do barril de petróleo, além de cumprir as metas do programa Combustível do Futuro, que prevê até 35% de etanol misturado à gasolina até 2030.

Para quem tem carro flex, o prejuízo imediato fica restrito ao bolso, já que a maior concentração de etanol reduz o poder calorífico do combustível e resulta em perda óbvia de autonomia (o carro vai consumir mais para rodar a mesma distância). Porém, para os donos de carros importados sem calibração flex ou clássicos dotados de sistemas de alimentação antigos (como carburadores e bombas mecânicas de diafragma), o cenário é de pesadelo: o teor corrosivo do etanol e sua alta capacidade de absorver água do ar prometem acelerar o desgaste de mangueiras, juntas, retentores e componentes metálicos, deixando o motorista com a conta de uma decisão puramente política. (Leo Contesini)

Nova temporada de The Grand Tour estreia em setembro

The Grand Tour, para muitos fãs, foi o verdadeiro sucessor de Top Gear — afinal, o programa foi criado por Jeremy Clarkson, James May e Richard Hammond, que mantiveram o mesmo clima divertido e o humor ácido pelos quais ficaram conhecidos na BBC. Enquanto isso, o próprio Top Gear seguiu seu caminho com outros apresentadores, e também teve seus méritos.

Depois de seis temporadas sob o comando do trio, exibidas no Prime Video entre 2016 e 2024, The Grand Tour entrou em hiato com a aposentadoria dos apresentadores — que decidiram seguir com produções mais distantes do mundo automotivo. Mas agora o programa está de volta com novos rostos e uma data de estreia confirmada: 4 de setembro.

Como já sabemos, o novo The Grand Tour será apresentado por Thomas Holland e James Engelsman, que vêm do canal Throttle House — focado em car culture com ocasionais segmentos de aventura, mais ou menos como era o Top Gear do Velho Testamento — e serão acompanhados por Francis Bourgeois, que ficou conhecido nas redes sociais por seus vídeos… excêntricos nos quais ele colocava uma câmera de 360° voltada para o próprio rosto e saía pelas linhas férreas em busca de trens e locomotivas raras. Ele também é entusiasta de mão cheia, e recentemente colocou um motor da série K em um Honda Fit cor-de-rosa, criando um sleeper e tanto no processo.

A nova temporada de The Grand Tour foi anunciada com o slogan “Same show, new knobs”, um trocadilho bem pensado com a palavra knob, que no Reino Unido pode significar tanto “manopla de câmbio” quanto “idiota”. Com isso, a produção do programa dá a letra de que a ideia é recriar o clima descontraído e bem humorado das melhores fases de Clarkson, Hammond e May. Até mesmo alguns quadros prometidos no anúncio seguem a mesma linha, como uma travessia do deserto angolano em carros de pista, explorar a cultura automotiva da Malásia, viajar para a Califórnia para testar superesportivos e “desafiar pilotos de aviões de combate e até mesmo a legislação de um país inteiro.”

Pode dar muito certo, mas também nos preocupa um pouco — tanto pela própria direção que isso pode tomar, quanto pela reação do público, que inevitavelmente vai comparar o novo trio com os carismáticos apresentadores originais. Mas vai ser uma questão de esperar e ver o resultado. (Dalmo Hernandes)

Alfa Romeo divulga teaser de seu novo SUV

Enquanto o Giulia segue solitário como único sedã da Alfa Romeo (até quando, só Deus sabe), a fabricante que um dia foi conhecida por seus cupês e sedãs entusiatas e teve no subestimado 4C seu último esportivo puro divulgou ontem (14) o teaser de mais um SUV.

Não é exatamente o que os fãs esperam, mas é o que temos. A postagem no Instagram mostra a porção da coluna C e parte da lanterna traseira de um modelo que, segundo a Alfa, será feito sobre a plataforma STLA Medium — a mesma usada pelo Jeep Compass e pelo Peugeot 3008, por exemplo. Seu posicionamento na gama ainda não ficou claro: parte da imprensa aposta em um sucessor direto para o Tonale, enquanto outros acreditam que ele na verdade ficará entre o Tonale e o futuro novo Stelvio — que, por sua vez, usará a plataforma STLA Large e está previsto para algum momento de 2028.

A segunda opção parece fazer mais sentido. E mais: a imagem do teaser dá a impressão de que o novo SUV da Alfa terá um caimento mais suave no teto, quase como um cupê, o que o colocaria no mesmo território de caras como o Audi Q3 Sportback e o BMW X2 — e faria dele uma alternativa mais descolada, mais lifestyle, ao Tonale. Porque esse é o mundo em que vivemos.

De todo modo, a manobra da Alfa Romeo ajuda a entender qual será o rumo que a marca tomará daqui em diante no plano de reestruturação da Stellantis, já que a marca ficou meio de lado nos pronunciamentos recentes. A Alfa Romeo também disse que o novo SUV terá powertrains híbridos (tanto pleno quanto leve) e uma variante totalmente elétrica.

Do outro lado do Atlântico, ainda existe a possibilidade de este mesmo SUV servir como base para outra novidade — um novo Dodge GLH, que foi anunciado por baixo dos panos no mês passado. E dizemos isso literalmente: junto com o renascido Copperhead, a Dodge anunciou um crossover compacto que revive a sigla para Goes Like Hell, que ficou famosa nos hot hatches baseados no Dodge Omni feitos em pareceria com Carroll Shelby na década de 1980. (Dalmo Hernandes)

Honda Fit RS Mugen ganha novos amortecedores inspirados no Type R

O Honda Fit deixou saudades no Brasil — lançado por aqui no distante ano de 2003, ele foi vendido por três gerações e saiu de linha em 2021, quando a última unidade saiu da fábrica em Itirapina (SP), dando lugar ao Honda City hatchback. Embora a plataforma dos dois seja a mesma, o City é um carro mais normal, quase anônimo, perto da silhueta monovolume e do interior configurável que o Fit trazia.

No Japão, porém, ele segue vivo — a quarta geração, lançada lá fora em 2020, acaba de ser atualizada. E, com o facelift, o Fit RS Mugen também recebeu algumas novidades interessantes. Só para deixar a gente com inveja.

Para começar, o visual: a versão RS Mugen traz um para-choque dianteiro bem mais agressivo, com entrada de ar maior e um friso vermelho na parte inferior, rodas de 17 polegadas com desenho exclusivo, calhas de chuva (que, vale lembrar, ainda fazem bastante sucesso na cena tuning japonesa) e um novo difusor traseiro. Por dentro, um jogo de tapetes da Mugen e apliques com textura de fibra de carbono para as portas estão entre os opcionais.

A Mugen também desenvolveu um novo abafador para o escapamento, acompanhado de uma ponteira exclusiva para deixar o ronco do Fit mais encorpado. O melhor, porém, fica para a suspensão: agora a Mugen oferece para o Fit um kit de amortecedores que foram desenvolvidos em parceria com a Yamaha e estrearam no Civic Type R da geração FK8. Mas não são os amortecedores da suspensão, e sim um par de amortecedores adicionais bem fininhos que são parafusados no assoalho e prometem reduzir vibrações do chassi quando o carro está sendo guiado no limite. A Mugen promete que até mesmo microvibrações de 1mm são absorvidas pelas peças e tornam o rodar do carro muito mais suave, aumentando a sensação de solidez e reduzindo o nível de ruído.

Tudo isso dito, o Fit RS pode ter cara de esportivo e componentes de Type R, mas ainda é pacato — ele usa um motor 1.5 híbrido de 123 cv e 25,8 kgfm de torque. De todo modo, deve ser um carrinho divertido e eu adoraria que o Fit fosse vendido por aqui de novo. (Dalmo Hernandes)

Motos da Shineray poluem até 18 vezes mais que o permitido

Não são só os carros: as motocicletas também estão sujeitas às leis ambientais — e elas também passam por testes de tempos em tempos para que se verifique suas emissões.

Com isso, no fim de 2025 a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) denunciou a chinesa Shineray ao Ministério da Justiça por produzir motos que excediam os limites legais de poluição atmosférica e sonora. A Abraciclo apresentou laudos técnicos e também informou aos órgãos do governo que as motos da Shineray eram vendidas sem equipamentos como catalisador, cânister e sistema ventilação do cárter — todos responsáveis por controlar o nível de emissão de poluentes.

Na época a Shineray contestou as denúncias e alegou que os resultados dos testes eram imparciais, pois os mesmos haviam sido realizados em laboratórios ligados à Abraciclo. Então, novos testes foram realizados — agora de forma independente, nos laboratórios da Marelli. E… os resultados foram os mesmos.

De acordo com os laudos, a scooter XY125 Rio EFI, a street SHI 150 e a dual sport SHI 175 EFI excedem todos os limites para emissão de gases pelo escape — Monóxido de Carbono (CO), Hidrocarbonetos Totais (THC), Hidrocarbonetos Não Metânicos (NMHC) e Óxidos de Nitrogênio (NOx).

COTHCNMHCNOxSHI 15017.983,66 mg/km513,95 mg/km467,39 mg/km132,36 mg/kmSHI 175 EFI2.486,7 mg/km334,4 mg/km311,5 mg/km335,0 mg/kmXY125 Rio EFI5.016,4 mg/km833,1 mg/km801,8 mg/km214,7 mg/kmLimite1.000 mg/km100 mg/km68 mg/km60 mg/km

A maior discrepância está na emissão de monóxido de carbono — conforme a tabela mostra, a SHI 150 emite 18 vezes mais do que o limite permitido, enquanto a XY125 ultrapassa o limite em cinco vezes.

Em entrevista à Valor Econômico, o presidente da Abraciclo, Marcos Bento, diz que nos testes originais alguns parâmetros foram ultrapassados em mais de 30 vezes — um resultado ainda pior. De qualquer forma, o próximo passo da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), braço do Ministério da Justiça responsável nesses casos, deverá ser dar continuidade à investigação — caso as infrações sejam confirmadas, as medidas cabíveis incluem multas à Shineray, recall dos veículos envolvidos e até suspensão das vendas.

Por ora a Shineray não comenta o caso — procurada pelos colegas da Autoesporte, a fabricante diz que se trata de segredo de justiça. (Dalmo Hernandes)

Fonte original FlatOut
Voltar para Notícias

Leia também

Ver todas