Honda não quer cometer mesmo erro que Yamaha e vai com calma nas motos elétricas no Brasil
Fabricante japonesa já conta com vários modelos de duas rodas eletrificados ao redor do globo, mas nenhum no Brasil
WN7 já foi lançado (Foto: Honda | Divulgação) Por Lucas SilvérioPublicado em 05/08/2026 às 06h00 Seja o primeiro a comentar. Resumir com: ChatGPT Google AI Mode Claude Perplexity Grok
Recentemente, a Honda registrou mais uma moto elétrica no mercado brasileiro, a UC3, o que mais uma vez trouxe à tona a temática da eletrificação do mercado por parte da fabricante. Afinal, ela é a maior marca de motos do mundo e possui vários modelos eletrificados ao redor do globo, mas nenhum em comercialização por aqui. Além de tudo, a Yamaha, sua maior rival, já conta com uma moto 100% elétrica no país há mais de um ano.
NÃO FIQUE DE FORA do que acontece de mais importante no mundo sobre rodas! Incluir como fonte preferida no Google + Seguir AutoPapo no Google DiscoverNeste cenário de registro de uma nova patente, questionamos a japonesa sobre seus planos de eletrificação, e a resposta desta vez tendeu para a confirmação de rumores já esperados: até o momento, a Honda não tem intenção alguma de trazer motos eletrificadas para o Brasil.
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A eletrificação da Honda
Por mais que a eletrificação seja um dos assuntos mais abordados no mercado automotivo recentemente, é inegável que ainda seja um tema delicado.
A Honda WN7 chegou ao mercado no fim de 2025 (Foto: Honda | DIvulgação)Globalmente, a Honda já conta com diversas scooters elétricas, como as QC e Activa e:, além da sua primeira moto propriamente dita, a WN7. Porém, no Brasil, a situação exige mais cautela. Segundo a fabricante, existe, sim, potencial no mercado brasileiro para a eletrificação, mas algumas situações influenciam na definição de um plano de eletrificação nacional.
A Honda QC1 é comercializada fora do Brasil (Foto: Honda | Divulgação)Junto de sua irmã Honda Activa e: (Foto: Honda | Divulgação)A Honda estuda continuamente a introdução de novas tecnologias no mercado brasileiro, mas segue a política de oferecer a tecnologia certa, no local certo, no momento certo. Diversos fatores, como a matriz energética do país, a infraestrutura pública, as características do mercado, geográficas e o perfil do consumidor, influenciam essa estratégia”, afirmou a Honda em resposta ao AutoPapo.
Aprendendo com os erros dos outros
Com esta afirmação, a fabricante, além de mostrar cautela, mostra sucintamente que talvez não queira cometer erros como, por exemplo, os que fez sua já citada rival, Yamaha.
Por mais que a conterrânea japonesa tenha sido disruptiva ao ser a primeira das quatro grandes fabricantes japonesas (Honda, Yamaha, Kawasaki e Suzuki) a trazer uma moto 100% elétrica para o Brasil, os resultados não se mostram eficientes.
Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a Yamaha não se classifica entre as grandes comercializadoras de motocicletas elétricas no país e, desde o início do ano, não se destacou nenhuma única vez entre as 15 primeiras marcas da categoria que mais emplacaram no país. Por mais que outras fabricantes, como Shineray e a especialista em eletrificados Watts, tenham uma carta maior de eletrificadas, era de se esperar que uma das maiores fabricantes do mundo se destacasse com a chegada de seu produto.
A maior motivação para este resultado parece ser o preço, uma vez que, em abril deste ano, a marca reduziu repentinamente em R$ 8 mil o valor da sua única moto elétrica por aqui. A Neo’s, que saiu de R$ 33.990 para R$ 25.990. Hoje, o modelo está ainda mais barato e custa R$ 25.590.
A Yamaha Neo’s Connected é a única elétrica da marca no Brasil (Foto: Yamaha | Divulgação)Não se sabe ao certo quantas motocicletas Yamaha Neo’s Connected foram emplacadas no Brasil desde a chegada do modelo, mas, pelo que indica o ranking, certamente menos de 138 motos foram licenciadas por compradores desde então. Este número é menor do que o que a 9ª colocada apenas deste ano já atingiu.
Parte do pensamento da Honda
Apesar de se posicionar resistente momentaneamente, a Honda não fecha as portas para o Brasil.
“A Honda reconhece que há potencial para esse mercado e continua estudando alternativas que atendam melhor o consumidor brasileiro”, disse.
De certa forma, a Honda se põe até positiva diante da situação, afirmando que “tudo é possível”. Afinal, a fabricante tem um plano mundial de carbono zero até 2050. Ou seja, mesmo tarde, as motos elétricas no Brasil, até então, tem um tempo limite para chegar.
“O ritmo de introdução dos modelos elétricos nos mercados em que a Honda atua pode variar, e a empresa seguirá atuando em ambas as frentes com o objetivo de reforçar o papel da motocicleta, e seus demais produtos, como veículos ambientalmente amigáveis que atendam às expectativas dos clientes”, finalizou a Honda.
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