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Os parafusos de um Pagani custam mais que um Porsche 911

Os parafusos de um Pagani custam mais que um Porsche 911

Os parafusos de um Pagani custam mais que um Porsche 911

Cada hipercarro leva cerca de 2.000 parafusos de titânio com logotipo gravado a laser a 0,002 mm de profundidade, 35 vezes menos que um fio de cabelo

Cada Pagani utiliza cerca de 2.000 parafusos de titânio, que juntos superam o valor de um Porsche 911 novo (Foto: Pagani | Divulgação) Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 04/08/2026 às 21h00 Seja o primeiro a comentar. Resumir com: ChatGPT Google AI Mode Claude Perplexity Grok

Um Pagani custa milhões de euros, e parte da explicação está em um item que ninguém repara: o parafuso. Cada hipercarro da marca italiana usa cerca de 2.000 peças de fixação em titânio, que sairiam por aproximadamente £ 60 cada, ou cerca de R$ 415. Multiplicado, o conjunto passa de £ 120 mil, algo em torno de R$ 830 mil.

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O número vem de uma visita à fábrica de San Cesario sul Panaro conduzida pelo canal Carwow, apresentada por Mat Watson. Há uma ressalva importante: o vídeo não esclarece se as £ 60 correspondem ao custo de produção, ao preço de reposição ou a uma média estimada. O total, portanto, é resultado de multiplicação simples, e não um dado divulgado pela Pagani.

Foi essa conta que rendeu a comparação repetida pela imprensa internacional, segundo a qual só os parafusos custam mais que um Porsche 911 zero-quilômetro. A analogia funciona nos Estados Unidos, onde o 911 Carrera parte de US$ 135,5 mil. No Brasil, não: pela tabela Fipe, o 911 ano 2026 começa em cerca de R$ 1,04 milhão, mais de R$ 200 mil acima do valor estimado para os parafusos.

Foto: Pagani | Divulgação

Gravação 35 vezes mais fina que um fio de cabelo

O que encarece o parafuso não é apenas o titânio. Cada unidade recebe o logotipo da Pagani gravado a laser com profundidade de dois mícrons, ou 0,002 mm, cerca de 35 vezes menos que a espessura de um fio de cabelo humano. No vídeo, a equipe do Carwow chega a mostrar a ferramenta usada na gravação.

O rigor se repete em peças que o proprietário raramente vê. A vareta de óleo é usinada em titânio e anodizada, mas o processo não termina aí: ela é instalada provisoriamente no motor para que se identifique em que ponto para quando apertada. Só então volta para a gravação, de modo que o logotipo fique perfeitamente alinhado, e retorna para a instalação definitiva.

Oito horas de polimento à mão

O volante segue a mesma lógica de excesso. A peça nasce como um bloco de alumínio de 43 kg e deixa a usinagem pesando 1,7 kg, ou seja, mais de 95% do material vira cavaco. Depois disso, um artesão de 80 anos dedica cerca de oito horas ao polimento manual.

Nem os componentes escondidos escapam do tratamento. Rolamentos de roda e braços de suspensão saem da fábrica com acabamento mais próximo de uma escultura que de uma peça mecânica. É essa lógica, aplicada item por item, que ajuda a sustentar o preço de um Pagani, capaz de superar € 3,1 milhões antes de impostos e opcionais.

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Fonte original AutoPapo
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