A chegada da Lotus no Brasil | a volta do Mitsubishi Pajero e mais!
Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.
- Lotus terá primeira loja no Brasil ainda neste ano
- Porsche inicia pré-venda do Cayenne Electric no Brasil
- Bugatti pode mostrar novo modelo one-off ainda esse ano
- Mitsubishi divulga teaser do novo Pajero
- Americano tenta vender picape da NASCAR com número de chassi falsificado
(Para compartilhar uma notícia específica, basta copiar o link direto no índice acima)
Lotus terá primeira loja no Brasil ainda neste ano
Depois de mais de uma década fora do Brasil — e depois do anúncio oficial há pouco mais de um mês — a Lotus Cars realizou ontem (28) o lançamento da marca no país, agora representada pela LTS Brasil, comandada pelo ex-piloto Clemente Faria Junior.
Por aqui, a Lotus terá uma operação independente da Geely, atual controladora da marca, como concessionária de vendas e serviços pós-venda. A primeira loja será aberta em São Paulo até o fim deste ano, depois em Belo Horizonte em 2027, antes de iniciar a expansão para outras capitais.
A marca já anunciou que irá oferecer todo o seu portfólio atual no Brasil — do Emira, atualmente o único (e, talvez, último) modelo a combustão da marca, aos elétricos como o SUV Eletre, de 900 cv, e o Emeya, tratado pela Lotus como um “hyper-GT”. Para 2027, a Lotus ainda confirmou a chegada da versão híbrida do Eletre, projetada para atender mercados como o brasileiro, que ainda não têm infraestrutura de recarga consolidada.
Por ora ficou claro que a Lotus terá como apelo emocional a ligação da marca com os três pilotos brasileiros campeões de F1 — Fittipaldi, Senna e Piquet, todos com passagem pela Lotus.
Os preços ainda não foram confirmados, mas todos eles devem ficar na casa do milhão de reais, considerando os valores dos modelos no exterior. (Leo Contesini)
Porsche inicia pré-venda do Cayenne Electric no Brasil
A Porsche começou a venda do Cayenne Electric no Brasil. O modelo parte de R$ 900.000 e chega R$ 1.460.000, e será oferecido nas duas versões de carroceria disponíveis (SUV e Coupe), e começará a ser entregue em setembro.
Como no restante do mundo, a chegada do Cayenne elétrico não encerra a oferta do Cayenne a combustão — os dois conviverão até que a União Europeia decida se vai mesmo prosseguir com a loucura do banimento ou irá recuar mais uma vez.
O que você precisa saber sobre o Cayenne elétrico é que ele usa a plataforma PPE (Premium Platform Electric), a mesma arquitetura modular de 800 volts do Macan EV. A mudança de base alterou sensivelmente as proporções do SUV, que cresceu 55 mm no comprimento total (4.985 mm) e ganhou quase 130 mm de entre-eixos, atingindo 3.230 mm. Esse ganho estrutural permitiu rebaixar a linha do capô dianteiro e otimizar o fluxo de ar, resultando em um coeficiente aerodinâmico 0,25 para o SUV e de 0,23 para o Coupé. O ganho em espaço interno ampliou o porta-malas da versão convencional para 781 litros, enquanto o Coupé acomoda 534 litros devido ao caimento acentuado do teto.
O powertrain usa o tradicional arranjo de dois motores síncronos de ímãs permanentes, um em cada eixo. Na configuração de entrada, o conjunto entrega 442 cv e 85,2 kgfm de torque, acelerando de zero a 100 km/h em 4,8 segundos. A versão S tem 666 cv e 110,2 kgfm, baixando o tempo de aceleração para 3,8 segundos. A versão de topo, Turbo, despeja 1.156 cv e 153,1 kgfm nas quatro rodas através do sistema de vetorização de torque iTAC. Com essa configuração, mesmo tendo mais de 2.500 kg, o SUV vai do zero aos 100 km/h em 2,5 segundos e chega aos 200 km/h em 7,4 segundos.
Para conter a inércia e a rolagem da carroceria nas curvas, o chassi do Cayenne Electric pode receber esterçamento das rodas traseiras, diferencial eletrônico de deslizamento limitado e a suspensão pneumática ativa Porsche Active Ride, que utiliza amortecedores de duas válvulas conectados a bombas hidráulicas individuais.
Por dentro, ele tem o chamado Porsche Driver Experience: um quadro de instrumentos curvo de 14,25 polegadas, com tela multimídia central de 14,9 polegadas e um terceiro visor opcional para o passageiro, gerenciados por um assistente de voz integrado a algoritmos de inteligência artificial.
Quanto à bateria, ela fica sob o assoalho, tem 113 kWh brutos e tolera até 400kW de potência de recarga em carregadores DC de alto desempenho — o que significa recarregar de 10% a 80% em 16 minutos, ou 325 km de autonomia em 10 minutos. O Cayenne ainda tem a opção de carregamento por indução magnética em corrente alternada (AC) a até 11 kW, eliminando a necessidade de cabos em garagens compatíveis.
Bugatti pode mostrar novo modelo one-off ainda esse ano
O que é mais exclusivo que um Bugatti? Ora, um Bugatti único no mundo, feito sob medida, pela divisão “Programme Solitaire” — no qual, em essência, o cliente pode encomendar um carro com carroceria exclusiva, usando a plataforma dos modelos existentes da Bugatti (Veyron, Chiron e Tourbillon). A iniciativa é voltada para os clientes mais fiéis (e abastados) da Bugatti.
O pessoal do The Supercar Blog apurou que a terceira encomenda do Programme Solitaire, depois do Brouillard e do FKP Hommage, já está em andamento — e que, como ambos, será feita sobre a plataforma do Chiron. E o resultado pode ser revelado até o final desse ano, segundo fontes da publicação.
Por mais que a Bugatti faça questão de manter esse tipo de projeto em segredo, preferindo revelar o carro já pronto à mídia, o blog apurou que esse novo one-off será uma mistura do Bugatti Bolide, o hipercarro feito só para as pistas da marca francesa, e do próprio Tourbillon, o sucessor do Chiron.
E, claro, com uma boa dose de linhas próprias para justificar o investimento — que, segundo rumores, pode passar facilmente dos US$ 20 milhões. Em nossa moeda, são mais de R$ 100 milhões.
O Bugatti Chiron foi o último modelo não-eletrificado — e o último com o lendário W16 quadriturbo de oito litros, que entregava 1.600 cv na versão Super Sport. O V16 aspirado e hibridizado do Tourbillon é absurdo por si só, mas eu sinto uma estranha nostalgia pelo powertrain antigo. Caso esse one-off de fato seja feito sobre o Chiron, será um retorno às raízes interessante para a Bugatti. (Dalmo Hernandes)
Mitsubishi divulga teaser do novo Pajero
O lendário Mitsubishi Pajero Full deixou de ser produzido em 2021 — e, globalmente, o nome Pajero deixou de ser utilizado, em uma estranha decisão da fabricante japonesa. Em mercados seletos, como o Brasil, o Pajero Sport seguiu à venda até o começo desse ano, mas não era a mesma coisa.
Agora, porém, a Mitsubishi decidiu trazer de volta o Pajero em sua roupagem clássica: um SUV robusto, com chassi do tipo escada, feito sobre a plataforma da picape Triton e com capacidade off-road de verdade. E já rolou até teaser: uma imagem misteriosa com o nome “Pajero” e a silhueta dos faróis acesos — o que pode ser meio desanimador para alguns, já que pelo visto o novo Pajero vai se render à barra luminosa que percorre a dianteira de fora a fora que virou moda nos carros novos. Não que seja feio ou desagradável, só não contribui para a individualidade dos carros.
No mais, a Mitsubishi foi econômica nos detalhes, limitando-se a dizer que ele usará a mecânica da Triton, porém terá um interior totalmente diferente da picape.
Não deixa de ser uma boa notícia para os fãs de utilitários raiz. E a Mitsubishi diz que o nome Pajero voltará a ser usado em toda uma gama de veículos, sendo que o maior deles será o flagship da marca. Um roadmap de lançamentos foi divulgado hoje (29) e sugere que pelo menos outros dois SUVs com a marca Pajero estão nos planos. E também revela que a estreia está marcada para antes do fim do ano. (Dalmo Hernandes)
Americano tenta vender picape da NASCAR com número de chassi falsificado
Tem gente que leva o conceito de “carro de corrida para as ruas” ao extremo. Gente como Yancy Cupp, um homem de 52 anos do estado da Pensilvânia, nos EUA, que colocou à venda uma picape da NASCAR supostamente convertida para rodar em vias públicas, com número de chassi e tudo, em um site de leilões. Acontece que a picape está praticamente igual ao que era quando competia — e recebeu um número de chassi falsificado vindo de uma S10 1999. Por causa disso, Cupp agora vai ter que responder por até nove crimes diferentes.
De acordo com o anúncio no site da Carlisle Auctions, a picape pertencia ao piloto e dono de equipe Norm Bennings, que em dado momento decidiu convertê-la para uso nas ruas e vendê-la. Bennings, aliás, é uma figura interessante na NASCAR: ano passado, aos 73 anos, ele se tornou o piloto mais velho a competir e completar a volta inicial em uma corrida da caregoria.
Acontece que a informação é falsa, segundo as autoridades — o piloto jamais modificou a picape para vendê-la. Eles dizem quem fez isso foi Cupp: ele instalou buzina, faróis, lanternas e setas na picape, e também parafusou a plaqueta de chassi que retirou de uma S10 1999. De alguma forma, Cupp conseguiu passar na inspeção de emissões, pagar o seguro obrigatório e emplacar o veículo normalmente. Mesmo que, a rigor, sequer seja uma picape de verdade, mas um chassi tubular com uma bolha que lembra a Chevrolet S10.
A S10 chamou a atenção das autoridades há alguns meses, quando ainda estava anunciada no eBay, e o anúncio na Carlisle Auctions (que, aliás, ainda está no ar e aceitando lances). Através do anúncio, a polícia conseguiu chegar até Cupp e enquadrá-lo por nove crimes diferentes, incluindo fraude e falsificação de documentos. (Dalmo Hernandes)
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