A nova Ferrari Luce (e 10 futuros modelos) | a volta do carro a álcool e mais!
Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.
- Ferrari revela Luce, seu primeiro elétrico – e registra 10 nomes
- Royal Enfield Hunter 350 ganha equipamentos na linha 2027
- BYD Dolphin ganha versão híbrida – que virá ao Brasil
- Chevrolet Onix a álcool — quer dizer, a etanol — é a novidade da linha 2027
- Lancia apresenta o novo Gamma, agora um SUV
- Ram Dakota Night Edition é lançada por R$ 330.000
(Para compartilhar uma notícia específica, basta copiar o link direto no índice acima)
Ferrari revela a Luce, seu primeiro modelo elétrico – e registra mais 10 nomes
A essa altura, você já a viu em todos os lugares, certo? Vou ser sucinto aqui porque temos dois conteúdos praticamente prontos para ser publicados – um vídeo no canal e uma análise crítica/técnica do carro aqui no site.
O que você precisa saber, por enquanto, é que a Luce é a primeira Ferrari de cinco lugares, que ela usa uma arquitetura de alumínio feita exclusivamente para ela, sem compartilhar nada com outros modelos, e que ela tem quatro motores elétricos que, juntos, produzem 1.100 cv. Ah, e ela é maior e mais pesada que a Purosangue, embora seja pouca coisa mais baixa. Por enquanto é isso.
Agora, enquanto todos olhavam para a Luce, pensando em adjetivos originais para criticá-la, uma outra notícia sobre a Ferrari passou batida: a marca registrou nada menos que dez nomes junto ao escritório de patentes e marcas da Itália (o UIBM). O que isso significa, na prática? Que temos um panorama dos planos da Ferrari em médio prazo.
Claro, o registro de propriedade intelectual nem sempre significa a execução imediata — ou mesmo o lançamento do carro, mas a seleção dos sufixos deixa claro que a marca trabalha em novas configurações de carroceria aberta, programas de pista e no renascimento de nomenclaturas históricas valorizadas pelos entusiastas.
A F80 aparentemente terá uma versão F80 Targa e a F80 Roadster — os nomes são auto-explicativos, como vem se tornando padrão na Ferrari ultimamente. Além disso, a Ferrari ainda registrou os nomes F80XX e FXX80, o que significa que ela está preparando um modelo extremo de pista para seu hipercarro, nos mesmos moldes da Enzo FXX e LaFerrari FXX-K.
Logo abaixo, na linha de GT 12 cilindros, a 12Cilindri deve ganhar uma versão MM, MM Aperta e GTO — afinal, sabe-se lá até quando a Ferrari poderá fazer uma GTO, do jeito que o mundo anda. Caso ela realmente se concretize, será a sucessora direta da 599 GTO, da F12 tdf e da 812 Competizione. Por último, os registros confirmam o que já suspeitávamos desde o fim do ano passado: a volta das Challenge. A Ferrari registrou os nomes 296 Challenge Stradale, 296 CS e 296 Challenge Evo.
Alguém duvida que a Luce acabará sendo um passaporte para algumas destas versões? (Leo Contesini)
Royal Enfield Hunter 350 ganha equipamentos na linha 2027
Nem adianta comentar sobre o fato de estarmos em maio de 2026 e a Royal Enfield já ter anunciado a linha 2027 da Hunter 350 — é esse o modus operandi da indústria já faz um tempo. O que vale mencionar, porém, é que a moto ganhou alguns equipamentos interessantes e, na posição de modelo de entrada, ficou mais próxima das motos mais caras da marca.
O estilo neo-retro que faz sucesso foi mantido — e não faz mesmo sentido mexer nisso. O que mudou é que agora o farol redondo agora é full-led, oficializando uma modificação já bem popular entre os proprietários e melhorando sensivelmente a visibilidade noturna. Além disso, novas cores foram acrescentadas ao catálogo: o Brazil White (branco com grafismos em verde, amarelo e azul) e Tokyo Black (na verdade, preto e branco com detalhes em vermelho) substituem o Dapper White e se juntam ao já conhecido cinza fosco Dapper Grey.
Em equipamentos, agora a Hunter vem de fábrica com o sistema de navegação Tripper, o “GPS simplificado” da marca que usa a navegação do celular para indicar as direções curva a curva por uma pequena tela no painel. Quem já usou o Tripper diz que ele tem suas qualidades, mas é limitado em precisão. Ainda assim, é bacana ver o modelo de entrada ganhando equipamentos em vez de perdê-los.
Por fim, a Royal mexeu na suspensão da Hunter 350 — agora ela tem molas progressivas na traseira e o vão livre do solo foi aumentado em 10mm, o que parece pouco mas faz diferença em pisos irregulares e terrenos acidentados. O banco também mudou, com um desenho que, segundo a marca, deixou o assento mais confortável em longos períodos sobre a moto.
A linha 2027 da Royal Enfield Hunter mantém os preços competitivos: R$ 19.990 na versão Brazil White, R$ 20.490 na Dapper Grey e R$ 20.990 na Tokyo Black — que ficou muito bonita e é a que eu compraria, aliás. (Dalmo Hernandes)
Chevrolet Onix a álcool — quer dizer, a etanol — é a novidade da linha 2027
Lembra quando os carros eram a gasolina ou a álcool? Antes dos veículos flex e de o combustível à base de cana de açúcar mudar de nome, você tinha que escolher um ou outro — e ai de você e do seu carburador se o frentista se enganasse. Já faz mais de vinte anos que os carros são “nem um, nem outro” mas, de qualquer forma, quando você opta por gasolina comum, seu veículo flex tecnicamente está recebendo praticamente 1/3 de etanol no tanque — o que pode ter consequências que vão de incômodos a desastres, dependendo do carro que você tiver.
O caso é que, em uma reviravolta curiosa, voltaremos a ter carros que só rodam com etanol em breve: conforme conta o WM1, a Chevrolet já divulgou para as concessionárias a linha 2027 de seus modelos e, entre elas, está o Onix Eco, versão com motor turbo movido 100% a etanol.
O Onix Eco se posiciona como modelo de entrada da linha, com preço de R$ 103.190 para o hatch e R$ 106.990 para o sedã Onix Plus. Com turbo mas sem injeção direta, o motor do Onix Eco deve entregar algo próximo dos 115 cv e 16,8 cv da versão flex rodando só com etanol. E o câmbio deve continuar sendo o automático de seis marchas.
A lista de equipamentos é condizente com a de um modelo de entrada na casa dos R$ 100.000: 6 airbags (frontais, laterais e de cortina); ar-condicionado e direção elétrica; vidros, travas e retrovisores elétricos; central multimídia MyLink de 8 polegadas; faróis com acendimento automático; chave presencial e cruise control — só faltaram rodas de liga, mas em vez disso elas são de aço com calotas.
O anúncio oficial deve vir nos próximos dias. Mas já dá para dizer que o Onix Eco é reflexo direto do Programa Mover — as regras enquadram o Onix com motor turbo a etanol e câmbio automático para um desconto automático de de 0,5% no IPI sobre a alíquota base de 6,3%. Se o Onix Eco fizer o sucesso que a Chevrolet espera, não é de se duvidar que outras marcas sigam o exemplo. (Dalmo Hernandes)
BYD Dolphin ganha versão híbrida – que virá ao Brasil
A BYD revelou na Europa o Dolphin G DM-i, versão híbrida plug-in do hatchback. O modelo já foi confirmado pela diretoria global da marca para o mercado brasileiro em 2027, com o powertrain híbrido flex. Ele será posicionado entre o Dolphin Mini e o Dolphin elétrico. O hatch está nos planos de nacionalização BYD para a fábrica de Camaçari/BA.
O modelo híbrido mantém o entre-eixos de 2.610 mm mas tem 4.160 mm de comprimento — entre o Dolphin GS e o Dolphin Plus, com porta-malas de 425 litros. O powertrain Super Hybrid DM-i funciona como praticamente todo híbrido do mercado, priorizando tração elétrica no trânsito urbano, com o motor a combustão (possivelmente o 1.5 dos demais híbridos da marca) atuando como gerador ou como propulsor paralelo em velocidades mais elevadas.
Combinando o tanque de combustível e a carga da bateria, a autonomia total supera os 1.000 quilômetros no ciclo europeu, com médias de consumo estimadas em até 71,4 km/l com a bateria em plena carga e de 23,2 km/l em modo de sustentação com a bateria descarregada — média que certamente será reduzida no Brasil devido à calibração para o etanol e a E30 que usamos atualmente. (Leo Contesini)
Lancia apresenta o novo Gamma, agora um SUV
Enquanto a Ferrari roubava a atenção do planeta com a Luce, a Lancia apresentava seu segundo modelo depois da atualização do Ypsilon, o Gamma, que abandona o formato tradicional de sedã para retornar como um crossover fastback.
O modelo será fabricado na planta de Melfi, na Itália, compartilhando a plataforma STLA Medium e a linha de montagem com o DS No8. Com estreia marcada para o Salão de Paris em outubro, ele tem 4.670 mm de comprimento, 1.890 mm de largura e 1.660 mm de altura, maçanetas embutidas rentes à carroceria e faróis seccionados em LED na dianteira. O interior traz painel digital de 10,25 polegadas, central multimídia de 16 polegadas com o sistema operacional SALA e o console central acompanhado pelo tradicional nicho em formato de mesa circular (tavolino).
Sob o capô, ele terá uma opção híbrida e três configurações totalmente elétricas. A versão de entrada utiliza um sistema híbrido leve de 145 cv — baseado no motor 1.2 turbo de três cilindros da Stellantis —, prometendo autonomia combinada superior a 1.000 km no ciclo europeu.
A linha puramente elétrica começa com uma variante de tração dianteira com 230 cv e 540 km de alcance, seguida por uma opção intermediária de 245 cv que eleva a autonomia para 740 km por carga. O topo da linha será representado por uma versão de tração integral AWD com dois motores elétricos, entregando 375 cv combinados e autonomia máxima de 675 km. Os testes de rodagem com unidades de pré-produção já começaram e os livros de pedidos na Europa abrem logo após o fim do próximo trimestre. (Leo Contesini)
Ram Dakota Night Edition é lançada por R$ 330.000
Faz tempo que picapes não são só veículos de trabalho — sim, elas foram feitas para isso e são bem competentes, mas boa parte delas leva uma vida urbana. E as séries especiais com pegada “dark” no acabamento são consequência disso.
A mais nova representante desse nicho é a Ram Dakota “Night Edition”, revelada nesta semana. Custando R$ 329.990, ela usa como base a versão Laramie, mas troca o cromado da grade e dos emblemas pelo preto fosco. O mesmo acontece no skid plate frontal e nas rodas — tudo tem acabamento escurecido. Além disso, a versão estreia a nova cor Azul Tempest, que dá um bem-vindo toque de cor, já que boa parte das picapes vendidas é pintada de prata, branco ou preto.
A lista de equipamentos é exatamente a mesma da Laramie: ar-condicionado digital com saída de ar para o banco traseiro, faróis com acendimento automático, central multimídia com tela de de 12,3”, chave presencial e partida por botão, rodas de 18 polegadas com pneus 265/60, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, detecção de tráfego traseiro cruzado, monitoramento de ponto cego, assistente de saída de faixa e câmera externa com visão de 540º.
O conjunto mecânico, claro, também não sofre alterações — permanece o turbodiesel de 2,2 litros com 200 cv e 45,9 kgfm de torque, acoplado a um câmbio automático de oito marchas com tração 4×4 e reduzida, além do bloqueio de diferencial.
A Ram Dakota Night Edition já está nas concessionárias da marca. (Dalmo Hernandes)
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