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Cadillac de Deolane Bezerra não segue lei brasileira, mas tem exceção para ricaços

Cadillac de Deolane Bezerra não segue lei brasileira, mas tem exceção para ricaços

Modelos da influenciadora são tão luxuosos que só chegam ao Brasil através de importação especial, com cotas de exceção para determinadas regras

A prisão da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, alvo da operação Vérnix, resultou na apreensão de uma impressionante frota de luxo. Coordenada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, a ação investiga movimentações financeiras atípicas e supostas ligações de Deolane com o PCC. Ao todo, as autoridades recolheram 17 veículos ligados à empresária. A estimativa para R$ 8 milhões em veículos, mas esse número pode ser maior, considerando que modelos como o Mercedes-AMG G63 podem ficar ainda mais caros com a personalização que têm direito.

Além disso, há carros da influenciadora que foram importados de maneira independente. É um processo caro e demorado, que faz o valor dos veículos até triplicar em relação ao que foi pago nos Estados Unidos, por exemplo. Até por isso, vale a pena principalmente para modelos tão luxuosos que só chegaria ao Brasil em regime especial.

É o caso da Cadillac Escalade de Deolane Bezerra: o SUV gigantesco que sai por R$ 2,6 milhões é quase do tamanho de um caminhão pequeno e suas melhores versões trazem motor V8 6.2 de até 690 cv e 90,4 kgfm. Ele não vendido em concessionárias do país, e foi necessário importá-lo de maneira independente, com o veículo sendo trazido ao porto brasileiro em um contêiner.

Coincidentemente, a operação Vérnix ocorreu na mesma semana em que a Cadillac anunciou a estreia de suas primeiras lojas no Brasil. O curioso é que a marca não trará o Escalade para cá: o catálogo será composto por três veículos 100% elétricos.

Segundo informações do AutoPapo, a exclusividade do Escalade ajuda a explicar isso: para tê-lo no país, a General Motors precisaria realizar ajustes no motor V8, a fim de seguir normas brasileiras de limites de poluição. As medidas poderiam envolver deixá-lo menos potente, por exemplo.

Além disso, é um processo caro, que poderia não justificar o investimento dada a quantidade de pessoas que podem comprá-lo.

Isso não significa, entretanto, que Deolane Bezerra trouxe o carro de maneira irregular. Na verdade, órgãos como o Ibama concedem uma pequena cota de unidades desses supercarros que podem ser importados com regras mais flexíveis.

Além do Cadillac, a Polícia Civil apresentou outros veículos de alto padrão recolhidos durante a operação. A lista de bens inclui o icônico Mercedes-AMG G 63 — avaliado em até R$ 2,4 milhões — um Land Rover Range Rover Autobiography e um Jeep Commander, possivelmente blindado.

No topo da pirâmide financeira da coleção, no entanto, estão máquinas ainda mais restritas. Destacam-se um suntuoso Rolls-Royce Cullinan, avaliado em aproximadamente R$ 5,5 milhões, e um Lamborghini Urus S na chamativa cor roxa, tabelado em cerca de R$ 4,2 milhões. Completam a lista de apreensões de altíssimo rendimento um superesportivo britânico McLaren 720S, de 720 cv, e um esportivo alemão Porsche 911 Carrera Cabriolet.

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Fonte original AutoPapo
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