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Câmbio manual faz bem para a saúde | MG prepara novidades no Brasil e mais!

Câmbio manual faz bem para a saúde | MG prepara novidades no Brasil e mais!

Bom dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.

  • Dirigir carro manual mantém o cérebro saudável
  • Novo Renault Kwid chega em julho com inspirado no E-Tech
  • MG anuncia motores híbridos e novos modelos no Brasil
  • Honda e Nissan retomam negociações para uma provável aliança
  • Lada apresenta sua nova perua com câmbio manual e rodas de aço estampado

(Para compartilhar uma notícia específica, basta copiar o link direto no índice acima)

Dirigir carro manual mantém o cérebro saudável

Na próxima vez que alguém questionar sua preferência pelo câmbio manual, não precisa mais usar argumentos passionais e subjetivos. Diga apenas que você segue a ciência. Porque um estudo recente conduzido por neurocientistas do Instituto de Desenvolvimento da Universidade de Tohoku, no Japão, revelou que o ato de guiar um carro manual funciona como uma espécie de “musculação cerebral”, ajudando a manter a mente jovem e saudável.

O estudo, liderado pelo professor Ryuta Kawashima — o homem por trás das famosas ferramentas de neuroimagem e dos jogos de quebra-cabeça Brain Age da Nintendo —, descobriu que a sequência física e coordenada exigida para operar um câmbio manual estimula diretamente o córtex pré-frontal. Essa região do cérebro é a central de comando responsável por funções cognitivas críticas, como a memória de curto prazo, o foco, a atenção e a tomada rápida de decisões.

De acordo com os pesquisadores, a leitura constante do conta-giros, o cálculo mental da marcha correta para a velocidade do carro, o alívio do acelerador e o sincronismo milimétrico entre o pé esquerdo e a mão direita criam um treino cerebral diário de baixa intensidade. O cérebro de quem dirige um carro manual todos os dias, portanto, é forçado a se manter ativo e ágil, mitigando o declínio cognitivo natural causado pelo envelhecimento — o que me faz pensar no Stirling Moss, que pilotou até os 81 anos. O mesmo benefício, aponta o estudo, simplesmente não existe ao guiar um carro automático, onde o motorista assume uma postura cerebral passiva.

Ironicamente, essa base científica chegou somente agora, quando os carros manuais estão praticamente extintos e limitados a esportivos. No próprio Japão, o estudo aponta que apenas 1% a 2% dos carros novos vendidos saem de fábrica com câmbio manual. Nos EUA, a taxa de adesão é ainda menor, estacionada há décadas em meros 0,7% do mercado, restando apenas cerca de 24 modelos zero-quilômetro disponíveis com essa opção no mercado norte-americano. O último bastião de resistência global ainda é a Europa Ocidental, onde países como Espanha e Itália sustentam taxas de adesão de 41% e 48%, respectivamente.

Portanto, resista à tentação de comprar um carro automático porque “não aguenta mais o para-e-anda do trânsito”. Agora sabemos que o manual não é mero capricho de entusiasta, mas uma prática saudável para retardar o envelhecimento. (Leo Contesini)

Novo Renault Kwid chega em julho com inspirado no E-Tech

A Renault confirmou para o próximo dia 3 de julho a apresentação oficial da reestilização do Kwid na Índia — o que é relevante para o Brasil porque antecipa as novidades que veremos por aqui nos próximos meses.

Esteticamente, o Kwid a combustão vai beber diretamente na fonte da versão elétrica E-Tech, que deixou de ser oferecido por aqui. A dianteira ostentará um conjunto óptico dividido, trazendo luzes de rodagem diurna (DRL) em LED com assinatura luminosa em formato de “Y” integradas à nova grade com filetes horizontais. Os faróis principais continuam alojados no para-choque redesenhado, mantendo as lâmpadas halógenas convencionais para conter custos. Na traseira, as lanternas ganham o mesmo arranjo interno em “Y” e as laterais adotam novas rodas de liga leve nas versões de topo. A plataforma estrutural e as dimensões gerais permanecem inalteradas, com sutis variações nos balanços dianteiro e traseiro devido ao novo formato dos para-choques.

Por dentro, a Renault continua se esforçando para melhorar a percepção de qualidade em um carro feito para ser extremamente barato de se fabricar. O painel será totalmente renovado para abrigar uma tela multifuncional de 10 polegadas e espelhamento sem fio para smartphones, enquanto o volante virá do Kardian.

Apesar das melhorias, os contadores devem pesar a mão no modelo nacional. Enquanto na Índia o Kwid passará a oferecer seis airbags de série, a especificação nacional deve manter o pacote básico atual para não inflacionar a tabela. Recursos eletrônicos avançados de assistência (Adas) vindos do elétrico — como frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa e leitor de placas —, bem como o quadro de instrumentos digital de 7 polegadas e o ar-condicionado automático, devem ser descartados ou restritos a uma inédita (e desnecessária, não?) versão de topo, mantendo os comandos analógicos e a simplicidade nas configurações de entrada.

Sob o capô, nada novo: o Kwid nacional continuará confiando no conhecido motor SCe 1.0 de três cilindros aspirado, que entrega 68/71 cv de potência e 9,4/10 kgfm de torque (gasolina/etanol), acoplado exclusivamente ao câmbio manual de cinco marchas. (Leo Contesini)

MG anuncia motores híbridos e novos modelos no Brasil

O elétrico MG4 Urban nacional não será a única novidade da MG no Brasil. A fabricante, que hoje é mais chinesa que britânica, também revelou que está trabalhando em novos motores flex para empregar em seus híbridos para o mercado brasileiro. Além disso, é bem provável que novos SUVs sejam lançados por aqui.

No comunicado oficial à imprensa, a MG fala em “veículos flex dedicados às demandas e características específicas do mercado brasileiro”, sem entrar em detalhes. Mas os colegas da Autoesporte apuraram que pelo menos quatro SUVs estão nos planos da marca — sendo que dois deles são o HS, de porte médio, e o ZS, um SUV compacto.

Com 4,65 metros de comprimento, 1,89 de largura e 2,76 m de entre-eixos, o MG HS parece feito sob medida para encarar o BYD Song Pro e o Haval H6 — ambos entre os mais vendidos no segmento dos SUVs híbridos. Para ele, a MG deve apostar em um novo conjunto híbrido plug-in.

Já o ZS, com 4,43 m de comprimento, 1,82 m de largura e entre-eixos de 2,61 m, é mais próximo do Toyota Yaris Cross e do Omoda 5, da Jaecoo — e é um forte candidato a adotar um conjunto híbrido pleno (HEV).

Os outros dois modelos ainda são um mistério, mas a MG não deve demorar muito para divulgar mais informações — até porque trata-se de um importante investimento de R$ 400 milhões, sendo R$ 60 milhões só para preparar a fábrica da PACE (Planta Automotiva do Ceará) e o restante voltado a pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. (Dalmo Hernandes)

Honda e Nissan retomam negociações para uma provável aliança

As fabricantes japonesas vivem um momento não muito favorável — a Honda, por exemplo, levou um prejuízo histórico no ano passado ao perder US$ 46 bilhões. Em busca de uma recuperação, algo que inevitavelmente envolve conter custos de desenvolvimento, a gigante nipônica voltou a procurar a Nissan para tentar uma parceria.

Essa história remonta a 2024, quando surgiram as primeiras notícias de que as duas marcas consideravam uma fusão. A conversa deu uma esfriada nos anos seguintes, mas as mudanças no cenário global, pelo visto, trouxeram de volta a possibilidade. De acordo com relatos da imprensa japonesa, o acordo já está avançado e até se fala que Honda e Nissan desenvolverão juntas um crossover e um SUV médio — é a velha estratégia que a gente já conhece (compartilhar recursos e diluir gastos), aplicada aos novos tempos.

E esses novos tempos pegaram especialmente a Honda de surpresa — a marca, afinal, fechou o ano fiscal de 2025 no vermelho pela primeira vez em toda a sua história, e só não tomou um rombo maior porque suas motos venderam muito bem. Mas o império se viu forçado a cancelar o desenvolvimento de uma família inteira de veículos puramente elétricos para tentar conter a sangria — quando já havia perdido US$ 9 bilhões com a brincadeira. Porém, vendo que a demanda pelos elétricos não é tão grande e onipresente quanto eles pensavam, restou aos japoneses mudar os planos.

Agora, a Honda deve investir em híbridos — incluindo a nova geração do Civic, prevista para chegar nos próximos dois anos — para tentar se recuperar até 2030 e transformar o prejuízo em lucro. Buscar uma parceira para dividir a conta é o caminho natural. (Dalmo Hernandes)

Lada apresenta sua nova perua com câmbio manual e rodas de aço estampado

É claro que eu admiro os automóveis cada vez mais potentes e tecnológicos que se vê por aí — não tem como não apreciar o quão longe a engenharia automotiva chegou. Mas o que realmente mexe com o coração desse falastrão que voz escreve é a beleza da funcionalidade. Um carro cujo grande objetivo é te levar do ponto A ao ponto B de forma prática e incidentalmente oferece uma experiência de condução crua e orgânica é meu ponto fraco. E, no mundo de 2026, quem faz isso com dedicação continua sendo a Lada.

O mais novo lançamento da marca é uma viagem no tempo deliciosa: uma perua (!) com motor aspirado (!!), câmbio manual (!!!) e rodas pretas de aço estampado (!!!!) — que você pode comprar zero-quilômetro. Quer dizer, se você morar na Rússia.

Trata-se da Lada Iskra SW — que, sendo bem honesto, não é uma novidade completa, tendo sido lançada junto com o sedã em 2025. A base é a mesma do Renault Kardian (que também cede sua plataforma ao Dacia Logan de terceira geração, este jamais oferecido aqui…), e o único motor disponível é um 1.6 da VAZ com 106 cv. O barato é que, na sua mais recente atualização, o Iskra abandonou o câmbio CVT em favor de uma caixa manual de seis marchas.

Além da mudança no powertrain, a Lada introduziu uma nova versão de entrada — que dispensa qualquer luxo, até mesmo calotas de plástico sobre as rodas de aço pretas. Dá um contraste engraçado com o visual modernoso da carroceria, mas a graça está aí, mesmo. Eu sei que alguns de vocês entendem a minha empolgação!

Os números de desempenho são deliciosamente modestos: zero a 100 km/h em 12,7 segundos, velocidade máxima de 174 km/h e a satisfação de saber que você não está levando para casa nada mais do que o necessário. E ainda rolam comodidades — central multimídia com tela de 8 polegadas, bancos dianteiros aquecidos para não morrer congelado no inverno russo, retrovisores com desembaçador, ar-condicionado, cruise control e airbag duplo.

No meu mundo ideal, a Renault aproveitaria seus contatos na Rússia e traria esse carro para cá para tapar o buraco deixado pelo Logan em sua linha. Sonhar ainda é de graça, afinal. (Dalmo Hernandes)

Fonte original FlatOut
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