Notícias

Carro elétrico blindado: o que pode (e o que não pode) ser feito

Carro elétrico blindado: o que pode (e o que não pode) ser feito

Carro elétrico blindado: o que pode (e o que não pode) ser feito

Instalação da proteção balística exige desmontar o veículo e está se popularizando com os donos de modelos eletrificados

A tecnologia reduziu o impacto no peso do veículo (Foto: GWM | Divulgação) Por Eduardo Rodrigues
Publicado em 08/11/2026 às 09h00 Seja o primeiro a comentar. Resumir com: ChatGPT Google AI Mode Claude Perplexity Grok

A frota de veículos eletrificados no Brasil já passou de 1 milhão de unidades. Um carro elétrico ou híbrido reduz os custos de propriedade, principalmente no uso urbano. Paralelamente a isso, a demanda por blindagem também cresceu nos últimos anos em centros urbanos.

NÃO FIQUE DE FORA do que acontece de mais importante no mundo sobre rodas! Incluir como fonte preferida no Google + Seguir AutoPapo no Google Discover

Durante o ano de 2026, houve uma confluência entre esses dois fatores: os veículos eletrificados caíram nas graças de quem procura um blindado. Isso se deve ao uso mais urbano desses carros.

VEJA TAMBÉM:

  • Carros blindados exigem mais cuidados na hora da manutenção
  • Guia do carro blindado: como escolher e cuidados essenciais
  • Quanto custa para blindar um carro? Vale a pena um usado?

Segundo dados da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), o carro mais blindado no primeiro trimestre de 2026 foi o BYD Song Plus, um SUV híbrido plug-in. No top 10 também estão o GWM Haval H6 e o Volvo XC60, que também são híbridos.

O fato de o veículo ser elétrico ou híbrido muda pouco no processo de blindagem. Algumas montadoras até oferecem essa proteção com certificação e sem afetar a garantia de fábrica.

O que muda no processo de blindagem de um carro elétrico

Os carros eletrificados precisam ser desenergizados ao início do processo (Foto: Shutterstock)

Para blindar um carro, é preciso desmontá-lo para aplicar a proteção balística sob os acabamentos, além de trocar os vidros. Segundo Ismael de Moraes, engenheiro mecânico e responsável técnico da Avallon Blindagens, o maior desafio está na hora de blindar a primeira unidade de algum modelo.

A equipe de engenharia faz um estudo sobre o veículo e o desenvolvimento do projeto, verificando pontos vulneráveis e pontos de fixação, até por conta das baterias.”

O engenheiro também explica que é necessário desenergizar o veículo antes de iniciar o processo de blindagem. Assim que um procedimento padrão é feito para um veículo, o processo vira uma linha de montagem.

Segundo Ismael, existe uma diferença de custos no processo de blindagem em um carro eletrificado devido à mão de obra e à operação. Os materiais balísticos são os mesmos.

O carro elétrico sofre menos com o peso da blindagem

O torque maior e entregue de forma rápida dos elétricos ajuda a disfarçar o peso adicional (Foto: Geely | Divulgação)

O processo de blindagem traz um aumento no peso do veículo. No passado, esse impacto já foi maior, mas as tecnologias atuais tornaram a proteção balística mais leve.

Segundo Ismael de Moraes, o aumento de peso em um carro médio é equivalente ao de levar três passageiros. O especialista aponta que a mudança na autonomia é pouco sentida.

Um fator positivo nos carros elétricos está na entrega imediata do torque. Isso significa que ele sai da inércia com mais rapidez e disfarça o peso adicional da blindagem, além de ajudar na fuga durante emergências.

Marcas já oferecem blindagem certificada para modelos eletrificados

Quando existe certificação a garantia de fábrica não é afetada (Foto: Toyota | Divulgação)

Cientes da popularização das blindagens, os fabricantes tradicionais passaram a oferecer a certificação desse serviço. Dessa forma, o comprador não perde a garantia e pode até incluir o custo da proteção balística no financiamento.

Marcas como Toyota, Lexus, GWM, BYD, Jetour e Land Rover oferecem a blindagem certificada, inclusive para modelos elétricos e híbridos. A instalação da proteção é feita por empresas especializadas fora da fábrica, como a Avallon, a Carbon e a Parvi.

No caso da Toyota, por exemplo, os carros com blindagem certificada também podem ter a garantia estendida de 10 anos. A situação hoje para quem procura mais proteção contra a violência urbana ficou mais fácil, até mesmo com modelos elétricos.

Newsletter Receba diretamente em seu e-mail notícias, dicas e conteúdos exclusivos que foram destaque no AutoPapo

👍  Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.

TikTok YouTube Facebook X Instagram Siga no

Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:

Podcast - Ouviu na Rádio AutoPapo Podcast Notícia Anterior « Brasil recicla menos de 3% dos carros velhos, e Hyundai quer mudar isso com receita coreana VEJA MAIS SOBRE Todas Notícias Escolhas do Editor Eduardo Rodrigues Eletrificação Serviço Seu Bolso Vídeos Seja o primeiro a comentar.
Fonte original AutoPapo
Voltar para Notícias

Leia também

Ver todas