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Ferrari 12Cilindri pode ganhar câmbio manual | Gucci entra na Fórmula 1 e mais!

Ferrari 12Cilindri pode ganhar câmbio manual | Gucci entra na Fórmula 1 e mais!

Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.

  • Ferrari pode lançar modelo especial com câmbio manual
  • A mais nova equipe da Fórmula 1 é a… Gucci?!
  • Lotus Emira ganha ainda mais potência
  • Você pagaria o preço de um hipercarro em um Porsche 993?

(Para compartilhar uma notícia específica, basta copiar o link direto no índice acima)

Ferrari pode lançar modelo especial com câmbio manual

Pois é… para quem acha que a Ferrari vai deixar de ser a Ferrari por causa de um elétrico e está descabelado com a queda das ações, como eu vinha dizendo ontem, temos novidades interessantes no horizonte. Dias depois da notícia dos nomes registrados pela Ferrari na Itália, chega a notícia de que a 12Cilindri pode ganhar uma versão com câmbio manual. Não por acaso, a 12Cilindri estava na lista de novos nomes registrados, dentre os quais, estava o nome 12Cilindri MM e GTO, lembra?

Segundo a apuração do pessoal do SupercarBlog, a Ferrari está desenvolvendo uma versão especial e limitada da 12Cilindri, que deverá se chamar justamente 12Cilindri MM, e será o primeiro GT V12 manual de Maranello desde 2007, quando a 599GTB deixou de ser oferecida.

Apesar de a Ferrari ter patenteado uma espécie de câmbio manual eletrônico, com uma embreagem by wire que simula o peso, a pressão e o retorno de um platô, a 12Cilindri MM (ou GTO?) usará um conjunto tradicional de embreagem, com platô, atuador, mola de retorno, pedal e tudo o que temos direito. E você aí, achando que a Luce iria matar a Ferrari… (Leo Contesini)

A mais nova equipe da Fórmula 1 é a… Gucci?!

Sim — logo mais teremos roupas, sapatos, bolsas, acessórios e carros de Fórmula 1 com a marca Gucci. A grife fashion que é uma das mais famosas dará seu nome à equipe da Alpine a partir do ano que vem.

Lendo as letras pequenas, a verdade é que a Gucci é um title sponsor — a engenharia dos carros ainda será Alpine, e certamente as transmissões televisivas continuarão chamando a equipe assim. Mas o nome oficial, a partir da temporada de 2027, será “Gucci Racing Alpine F1 Team”. Será que o pessoal do plim-plim vai usar o acrônimo “GRA”?

O trâmite foi facilitado pelo fato de que Luca de Meo, o CEO da Alpine, também é chefe da Kering, o conglomerado que, entre outras marcas, é dono da grife italiana. A lógica fria faz sentido: colocar um toque de moda na equipe de Fórmula 1 pode ser uma boa forma de atingir um público emergente e fashionista que enxerga na categoria uma plataforma de mídia. São universos fundamentalmente distintos que conversam financeiramente.

Não é tão estranho quando a gente lembra que grifes como Louis Vuitton e TAG Heuer também fizeram (ou fazem) parte da trajetória da Fórmula 1 enquanto cultura. Mas Francesca Bellettini, CEO da Gucci, reforça que é a primeira vez que uma fashion house de luxo propriamente dita vira patrocinadora titular de uma equipe. “A Fórmula 1 representa hoje uma convergência única de performance, cultura e alcance global, e a Alpine Formula One Team é a parceira certa para concretizar essa visão”.

Flavio Briatore, o chefe da equipe, também deu sua declaração obrigatória. “Fazer uma parceria com uma marca de prestígio do calibre da Gucci é algo de que estou incrivelmente orgulhoso. Não só isso, mas também estou empolgado com as possibilidades que essa parceria traz e com as coisas incríveis que podemos alcançar em nível global.” A parte mais interessante desse acordo certamente será a nova pintura para o ano que vem — esperamos que, no mínimo, ela seja bem bonita. (Dalmo Hernandes)

Lotus Emira ganha ainda mais potência

Enquanto a Lotus segue trabalhando no novo Esprit (prometido para 2028) e faz os últimos ajustes nos novos motores V6 da Horse Powertrain (uma joint venture formada pela Geely e pela Renault, para quem não lembra), o Emira com motor 2.0 turbo Mercedes-AMG ganha uma versão mais potente e — opcionalmente — mais leve para quem acha que os 400 cv da variante Turbo SE não são suficientes.

Trata-se do Lotus Emira 420 Sport, cujo nome já entrega a força do motor: 420 cv, somados a 51 kgfm de torque. Como nos outros Emira 2.0 turbo, o câmbio só pode ser de dupla embreagem e oito marchas — a AMG não oferece nenhum tipo de câmbio manual para esse motor. Reclamar e dizer que a Lotus de antigamente não deixaria isso acontecer não faz sentido nenhum em 2026, então sigamos.

O conjunto permite que o Emira 420 Sport vá de zero a 100 km/h em 3,9 segundos contra quatro segundos cravados da versão Turbo SE. Para melhorar marginalmente esse desempenho, quem comprar o Emira 420 Sport poderá optar pelo “Lightweight Handling Pack” — que reduz o peso do carro em 25 kg graças a itens como o escape de titânio (que é 6,5 kg mais leve) e a uma bateria de íon de lítio (que pesa 12 kg a menos que a convencional). Além disso, o pacote inclui suspensão ajustável Multimatic e pneus Michelin Pilot Sport Cup 2.

O Emira 420 Sport se diferencia visualmente dos outros, principalmente, pelo vigia traseiro opaco com saídas de ar que imitam as persianas do Lotus Esprit (e combinam surpreendentemente bem com o estilo moderno do carro). Ele também traz um para-choque dianteiro com splitter mais agressivo, novas saias laterais, saídas aerodinâmicas no topo dos para-lamas dianteiros e entradas de ar maiores nos para-lamas traseiros. A Lotus afirma que, somadas, as modificações aerodinâmicas ajudam a gerar 25 kg a mais de downforce em alta velocidade.

No Reino Unido, o Emira 420 Sport começa em £105.900, o que é mais ou menos o preço de um Porsche 911 básico. Se faz sentido é outra história — trocar o flat-six da Porsche por um quatro-cilindros AMG, por melhor que ele seja, é o tipo de escolha que desafia o senso comum, para o bem e para o mal. (Dalmo Hernandes)

BYD lança Sealion 7 no Brasil por R$ 339.990

A BYD continua sua ofensiva elétrica no mercado brasileiro, agora com um SUV “acupezado”, o Sealion 7. O modelo é, na prática, o SUV do Seal, e custa R$ 339.990, preenchendo o espaço de preço entre o Yuan Plus e o Tan.

Embora divida a identidade visual da linha Ocean com o sedã, o crossover estreia a nova e-Platform 3.0 Evo, uma evolução da arquitetura original que traz melhorias em rigidez estrutural, integração da bateria ao chassi e novos inversores de carboneto de silício. Empolgante, não? Com 4.830 mm de comprimento e 2.930 mm de entre-eixos, o modelo é pouco maior que o BMW X4, entregando porta-malas de 500 litros e um compartimento frontal de 58 litros — que, na prática, serve para guardar extensões elétricas ou o carregador portátil.

O modelo usa dois motores — um em cada eixo — para obter tração integral. O dianteiro gera 218 cv e o traseiro entrega 313 cv e, juntos, eles fornecem 531 cv de potência e 70,4 kgfm de torque, gerenciados pelo sistema iTAC de distribuição eletrônica de torque entre os eixos. O conjunto leva o SUV de zero a 100 km/h em 4,5 segundos, com velocidade máxima limitada em 215 km/h. A alimentação é feita por uma bateria Blade de 82,5 kWh, resultando em uma autonomia homologada de 360 km sob o ciclo PBEV do Inmetro. O sistema suporta recarga rápida de até 150 kW em corrente contínua (DC) e inclui a função V2L para alimentar aparelhos externos.

Por dentro, ele segue o padrão do Seal, trazendo a tela giratória de 15,6 polegadas, teto panorâmico e pacote ADAS de nível 2 com nove airbags de série. (Leo Contesini)

Você pagaria o preço de um hipercarro em um Porsche 993?

Claro, é uma pergunta totalmente hipotética — mas a premissa é real. Este exemplar restomod nada discreto do Porsche 911 993 poderá muito bem ser vendido por sete dígitos no próximo leilão da Mecum Auctions.

Trata-se de um padrão já conhecido entre as criações da Gunther Werks, responsável pelo 993 em questão. Ele é um dos 25 exemplares da série 911 Speedster by Gunther Werks — reconstruído por completo, com visual totalmente atualizado e acabamento de altíssimo nível. Agora, entre reconhecer isso e curtir a transformação, que moderniza quase tudo no carro (e remove boa parte do caráter de “último da espécie do 993”, sejamos francos) há uma distância razoável.

Nem de longe se pode criticar a parte técnica. O flat-six de quatro litros da Rothsport Racing é uma belíssima obra de engenharia mecânica: com virabrequim, bielas, pistões Mahle e ITBs feitos sob medida, além de uma ECU Motec com três mapas diferentes, ele continua naturalmente aspirado, continua arrefecido a ar, mas entrega respeitabilíssimos 436 cv e 45,6 kgfm. Estes são por uma caixa manual de seis marchas com diferencial autoblocante. Sem indução forçada, sem radiadores, sem assistências eletrônicas. E ainda gira a até 7.800 rpm Acelerar essa coisa deve ser uma experiência e tanto.

O visual pode dividir opiniões, mas não dá para dizer que as modificações estéticas são mal feitas. Ao contrário: a Gunther Werks sempre usa materiais e técnicas nobres, e aqui não é diferente. Os faróis, por exemplo, trazem projetores de LED que usam uma mistura de alumínio forjado e fibra de carbono na carcaça. O interior também abusa do alumínio, da fibra de carbono e do couro para criar um cockpit nada discreto, mas muito caprichado.

Com carroceria alargada e todos os painéis feitos feitos do zero em fibra de carbono, o 993 da Gunther Werks é praticamente outro carro. E se você for o tipo muito específico de cliente que prefere um restomod a um 993 original e preservado (e tem bala na agulha para bancar), ele será leiloado pela Mecum Auctions em Monterey, Califórnia, ao lado de outros 600 carros entre os dias 13 e 15 de agosto. (Dalmo Hernandes)

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Fonte original FlatOut
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