Hamilton quebra jejum com a Ferrari | Toyota vence em Le Mans e mais!
Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.
- Toyota volta a vencer em Le Mans – Dudu Barrichello chega em 3º na LMGT3
- Hamilton vence pela primeira vez com a Ferrari
- O BMW M5 da Bovensiepen é mais Alpina que a própria Alpina
- Koenigsegg Jesko Absolut é o novo carro mais veloz do mundo no quarto-de-milha
- Crazy Taxi está de volta — confira o trailer do novo game
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Toyota volta a vencer em Le Mans – Dudu Barrichello chega em 3º na LMGT3
Depois de três temporadas assistindo ao domínio da Ferrari — e até agora tratada como uma vencedora “menor” por ter vencido Le Mans sem grandes rivais —, a Toyota se consolidou como um dos grandes nomes do endurance e retomou a coroa de Le Mans depois que o Toyota GR010 Hybrid #7, comandado por Kamui Kobayashi, Mike Conway e Nyck de Vries, cruzou a linha de chegada em primeiro nas últimas horas da prova.
A equipe japonesa construiu a vitória com a estratégia de quem sabe como ganhar a corrida: logo nos primeiros 30 minutos de prova, antecipou as paradas nos boxes de seus hipercarros para ganhar posições e ditar o ritmo no pelotão da frente.
O desenrolar da corrida, no entanto, foi uma verdadeira montanha-russa. A prova começou com os BMW largando forte e tomando a dianteira, mas foi a Cadillac que se colocou como a grande força a ser batida assim que a noite caiu. O protótipo #38 dominou durante quase toda a madrugada francesa, chegando a desenhar uma dobradinha com o #12, até sofrer um problema hidráulico na direção. Com o sol nascendo, o caos assumiu o controle: uma série de batidas nas classes menores forçou a entrada do safety-car, enquanto quebras mecânicas varreram os favoritos — incluindo a Ferrari #50, que apagou na pista.
Na hora final, a decisão ficou entre Kobayashi no Toyota #7 e Frijns no BMW #20. O holandês apertou o passo e engoliu o Toyota #8 para assumir o segundo lugar, mas Kobayashi usou sua experiência para administrar os retardatários e vencer com uma margem de apenas 10 segundos. O pódio foi completado pelo BMW M Hybrid V8 #20 de Robin Frijns, Sheldon van der Linde e René Rast, seguido pelo outro Toyota, o #8 de Sébastien Buemi, Brendon Hartley e Ryo Hirakawa.
Para o automobilismo brasileiro, as emoções foram mistas, mas o grande destaque da prova foi Dudu Barrichello. A bordo do Aston Martin Vantage AMR LMGT3 #23 da Heart of Racing, dividindo a condução com Jonny Adam e Gray Newell, Dudu fez uma prova sólida, sobreviveu aos acidentes que afastaram os líderes de sua classe e garantiu o terceiro lugar, conquistando seu primeiro pódio em La Sarthe.
A vitória na LMGT3 ficou com o Corvette Z06 GT3.R #33, após uma belíssima corrida de recuperação contra os Lexus. Ainda entre os GT, Augusto Farfus sofreu uma punição na reta final e terminou em sétimo com o BMW #32, seguido por Custodio Toledo em oitavo com a Ferrari #150 e Daniel Serra em décimo com a Ferrari #57.
Na categoria LMP2, a Inter Europol foi a dona da festa com uma vitória soberana do #43, guiado por Tom Dillmann, Nick Yelloly e Jakub Smiechowski, se aproveitando do abandono tardio do dominante Duqueine #30, que ficou sem freios na manhã de domingo.
Pietro Fittipaldi chegou muito perto do pódio, imprimindo um ritmo fortíssimo e brigando pelas primeiras posições da LMP2 durante a noite com o Vector #26, mas acabou cruzando a linha em quarto. Daniel Schneider terminou em 15º na classe com a United #222. Já o revés mais duro ficou por conta de Pipo Derani, que vinha escalando o pelotão com o estreante Genesis #17 nos hipercarros, mas uma quebra de suspensão após atacar a zebra na chicane Dunlop o tirou da disputa. (Leo Contesini)
Hamilton vence pela primeira vez com a Ferrari
Depois de uma primeira temporada apagada e sem pódios pela Ferrari, Lewis Hamilton finalmente conquistou sua primeira vitória pela Scuderia neste último domingo (14), no GP da Espanha. Mais do que quebrar um jejum pessoal na nova casa, a vitória coroou uma evolução consistente após a equipe bater na trave com dois segundos lugares consecutivos nas etapas anteriores. O momento histórico ainda entregou um pódio 100% britânico — algo que não acontecia na categoria desde 1968 —, com Hamilton sendo ladeado por seu ex-companheiro de equipe George Russell, da Mercedes, na segunda posição, e pelo atual campeão mundial Lando Norris, da McLaren, em terceiro.
A corrida na Catalunha foi decidida na combinação de ritmo de pista e estratégia — algo raro para a Ferrari, ultimamente. A virada definitiva para Hamilton aconteceu na janela da volta 38, quando a dupla da Mercedes foi aos boxes para a segunda rodada de pit-stops. Pilotando com pneus dez voltas mais velhos que os rivais, o britânico conseguiu imprimir um ritmo forte o suficiente para que, em sua própria parada na volta 42 — executada em eficientes 2,8 segundos pela equipe italiana —, ele retornasse à frente dos Mercedes. A partir dali, Hamilton engatou um ritmo dominante e abriu confortáveis 10 segundos de vantagem sobre Kimi Antonelli. O jovem italiano, atual líder do campeonato e substituto de Lewis na equipe alemã, vinha de cinco vitórias consecutivas e parecia rumar para mais um pódio, mas viu sua prova terminar de forma amarga com uma quebra na volta 63.
O abandono de Antonelli acionou o Safety Car Virtual (VSC) que congelou o pelotão até a bandeirada final, promovendo Norris ao degrau mais baixo do pódio. Em uma bela demonstração de respeito, o jovem piloto da Mercedes foi o primeiro a ir até o parque fechado parabenizar o veterano pela vitória inédita. O revés de Kimi permitiu que Hamilton e Russell descontassem pontos importantes na briga pelo Mundial de Pilotos, mantendo-se firmes em segundo e terceiro, respectivamente. Toto Wolff, chefe da Mercedes, expressou um misto de frustração pelo abandono de seu pupilo e alegria sincera pelo sucesso de seu ex-piloto, reconhecendo que vencer pela Ferrari é o ápice para qualquer competidor. A zona de pontuação na Espanha foi completada por Max Verstappen, Oscar Piastri, Isack Hadjar, Pierre Gasly, Franco Colapinto, Liam Lawson e Arvid Lindblad. (Leo Contesini)
O BMW M5 da Bovensiepen é mais Alpina que a própria Alpina
Agora que a Alpina é parte da BMW de forma oficial, a fabricante da Baviera decidiu transformá-la em uma divisão mais voltada ao luxo que à performance — de uma forma meio diluída, pelo que vimos dos últimos conceitos. Mas há quem queira manter o espírito original da Alpina vivo e respirando: o pessoal da Bovensiepen.
O nome é meio complicadinho, mas os caras têm pedigree: a família Bovensiepen, originária do sul da Alemanha, é a responsável pela existência da Alpina. Agora, eles decidiram seguir o próprio legado sem tanta interferência da BMW — e o primeiro fruto dessa nova abordagem é o Bovensiepen 05 GT, que usa como base a versão perua do atual BMW M5 e dá a ele mais potência e sutis, porém perceptíveis, modificações estéticas. Do jeito que a Alpina clássica sempre fez.
A principal mudança, por fora, está nos para-choques. O 05 GT ganha peças feitas sob medida, de desenho mais discreto, desenhadas por Frank Stephenson. Para quem não está ligando o nome à pessoa, trata-se do cara que desenhou o primeiro Mini hatch feito pela BMW, e que também contribuiu no design de vários carros icônicos, como Escort RS Cosworth, a Ferrari F430, o Fiat 500 moderno de primeira geração e a maior parte dos McLaren produzidos nos últimos 15 anos, do MP4-12C ao 720S.
Além dos novos para-choques, a grade também recupera os filetes verticais que fazem falta no M5 original. O estilo mais sóbrio e limpo que Stephenson deu ao M5 da Bovensiepen é mais alinhado com a filosofia clássica da Alpina.
O mesmo vale para o interior, que ganha revestimentos novos nos bancos e portas — tudo em couro da melhor qualidade, novamente, algo que a Alpina original fez por décadas. E, apesar do alvirrubro nas fotos de divulgação, a empresa ressalta que tanto a carroceria quanto o interior podem vir em qualquer cor que o comprador deseje.
O makeover é acompanhado, claro, de um tapa na potência. Originalmente, com seu powertrain híbrido composto pelo V8 biturbo S68 de 4,4 litros mais um motor elétrico, o M5 da geração G90 (ou G99, no caso da perua) dispõe de 727 cv e 102 kgfm de torque. Nas mãos da Bovensiepen, o conjunto passa a entregar 800 cv cravados e 112 kgfm. O câmbio é o mesmo ZF 8HP automático de oito marchas.
Curiosamente, a Bobensiepen não deu números de desempenho exatos, limitando-se a falar que ele vai de zero a 100 km/h em “menos de 3,6 segundos” com máxima de “mais de 305 km/h” — ou seja, o 05 GT supera o M5, mas a preparadora não diz por quanto.
Por fim, na melhor tradição da Alpina, a Bovensiepen oferece 05 GT como carro completo por 198.900 euros — mais de 50.000 euros sobre o preço de um M5 G99 direto com a BMW. No fim, a preparadora vai oferecer aos órfãos da Alpina a experiência completa — até na hora de abrir a carteira. (Dalmo Hernandes)
Koenigsegg Jesko Absolut é o novo carro mais veloz do mundo no quarto-de-milha
Por mais que o recente Koenigsegg Gemera tenha, enfim, cedido à eletrificação, é o Koenigsegg Jesko Absolut — que não apela para motores elétricos e tem toda a sua força proveniente de um V8 biturbo de cinco litros e 1.298 cv — quem ocupa as manchetes novamente. O hipercarro acaba de colocar mais um recorde na prateleira.
Agora, o Jesko Absolut é o carro de produção rápido no mundo no quarto-de-milha. No último dia 6 de junho, ele atingiu os 305,39 km/h na marca dos 402 metros com o piloto de testes Markus Lundh ao volante — tornando-se o primeiro a fazê-lo. Como se não bastasse, na meia-milha, o Jesko Absolut marcou 373,87 km/h. Ambas as marcas foram aferidas de forma independente pela Racelogic, o que basicamente elimina qualquer possibilidade de fraude. Mas os registros da telemetria do carro também são bem impressionantes: ele levou apenas 2,35 segundos para chegar aos 100 km/h e 8,3 segundos para atingir os 300 km/h.
Apesar do recorde de velocidade, o Jesko Absolut não conseguiu superar tempo do atual recordista, o Rimac Nevera R — que, com o benefício do torque instantâneo de seu powertrain elétrico leva absurdos 7,9 segundos para percorrer os 402 metros. É claro que, entre os carros que queimam combustível, os 8,53 do Koenigsegg agora é o soberano do quarto-de-milha. (Dalmo Hernandes)
Crazy Taxi está de volta — confira o trailer do novo game
Clássico dos anos 2000, o Crazy Taxi original era divertido, irreverente e estava à frente de seu tempo em uma série de elementos de jogabilidade. Para quem jogou em casa (ou nas icônicas locadoras de “um real a hora”, como foi o meu caso), saber que um novo título está a caminho é uma excelente notícia.
O novo game se chama Crazy Taxi: World Tour e, novamente, traz Axel como o protagonista — que, dessa vez, terá de percorrer cinco cidades ao redor do mundo para se vingar dos bandidos que roubaram seu táxi. O grosso do jogo envolverá, claro, levar passageiros para seu destino no menor tempo possível enquanto desvia do trânsito caótico, mas também trará missões variadas e side-quests — que, a Sega promete, trarão a possibilidade de concluir o jogo do seu jeito, no seu ritmo.
Aproveitando as possibilidades dos sistemas modernos, World Tour incluirá um modo arcade que, em essência, será uma forma de ter a experiência original de 1999 com gráficos modernos. A data de lançamento exata ainda não foi divulgada, mas a Sega diz que Crazy Taxi: World Tour chega em 2027 para PlayStation 5, XBOX One, Switch 2 e PC (pela Steam). (Dalmo Hernandes)
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