O final mais apertado da história da Indy 500 | o futuro da Citroën e Peugeot no Brasil e mais!
Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.
- Felix Rosenqvist vence a Indy 500 mais apertada da história
- Kimi Antonelli vence mais uma e lidera o Mundial
- BMW M1000 RR presta homenagem ao Tourist Trophy de Isle of Man
- Peugeot e Citröen perdem espaço na reformulação da Stellantis no Brasil
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Felix Rosenqvist vence a Indy 500 mais apertada da história
A 110ª edição das 500 Milhas de Indianápolis, disputada neste último domingo (24) entrou para a história com o final mais apertado já registrado na prova: o sueco Felix Rosenqvist venceu ao cruzar a linha de chegada com uma vantagem de apenas 0,0233 segundo sobre David Malukas, da Penske. O desfecho histórico quebrou o recorde estabelecido em 1992, quando Al Unser Jr. superou Scott Goodyear por 0,043 segundo.
A vitória de Rosenqvist começou a ser desenhada muito antes das voltas finais, com um gerenciamento de combustível cirúrgico no penúltimo stint da prova. Enquanto os líderes optaram por realizar seus pit stops em uma janela de 25 voltas para o fim, o grupo formado por Rosenqvist, seu parceiro Marcus Armstrong, Pato O’Ward (Arrow McLaren) e o estreante Dennis Hauger estendeu a permanência na pista. Rosenqvist foi o mais eficiente na estratégia alternativa, retardando sua parada em duas voltas em relação a O’Ward, o que lhe garantiu uma margem crucial de combustível para a fase final da corrida.
Ao retornar dos boxes na quarta colocação a 34 voltas do final, o sueco perdeu a posição para O’Ward, que vinha com pneus já aquecidos. Sem a intervenção de bandeiras amarelas até aquele momento, a disputa restringia-se gerenciar o combustível sem perder contato visual, uma vez que o pelotão com a estratégia convencional imprimia um ritmo de corrida bem mais forte. A 16 voltas do fim, contudo, Rosenqvist, que tinha combustível de sobra, adotou uma mistura mais rica e ultrapassou O’Ward e para assumir a liderança. A oito voltas do final, contudo, Caio Collet bateu forte na curva 2, dando início a um incêndio, o que forçou uma bandeira vermelha.
A interrupção zerou as diferenças e neutralizou a estratégia do consumo, eliminando a desvantagem dos pilotos que vinham logo atrás com pneus novos. Na primeira relargada, restando quatro voltas, Armstrong assumiu a liderança momentânea, ladeado por Malukas até que… Mick Schumacher estampou a curva 2 e forçou uma nova bandeira amarela, o que acabou transformando as 500 milhas em uma disputa de uma volta.
Na relargada, Malukas tomou a ponta, enquanto Rosenqvist precisou sustentar o traçado interno contra Armstrong nas curvas 1 e 2, permitindo que o carro da Penske abrisse uma pequena vantagem na reta oposta. O sueco usou a estabilidade aerodinâmica de seu carro na curva 3 para se aproximar e, aproveitando o vácuo na saída da curva 4, executou a ultrapassagem por fora na linha de chegada. Scott McLaughlin finalizou em terceiro, completando uma recuperação consistente após o abandono prematuro na volta de apresentação de 2025. O’Ward e Armstrong completaram o top 5, seguidos por Rinus VeeKay em sexto e pelo pole position Alex Palou em sétimo. Santino Ferrucci concluiu em oitavo, estendendo sua marca invicta de terminar entre os dez primeiros em todas as suas oito participações na Indy 500, enquanto Romain Grosjean e Takuma Sato fecharam a lista dos dez primeiros colocados. (Leo Contesini)
Kimi Antonelli vence mais uma e lidera o Mundial
Kimi Antonelli venceu mais uma e consolidou sua liderança no Mundial de Pilotos. O jovem italiano conquistou sua quinta vitória na temporada, largando da segunda posição ao lado de seu companheiro de Mercedes, George Russell, que cravou a pole position.
Antonelli travou uma intensa disputa interna durante as primeiras 30 voltas da corrida e os dois carros da equipe alemã rodaram no limite regulamentar e flertaram com um toque duplo até que Russell sofreu uma falha na unidade de potência enquanto liderava na volta 31, sendo forçado a abandonar e abrindo caminho livre para Antonelli. Sem a ameaça direta das McLaren e com Red Bull e Ferrari com ritmo bem inferior em Montreal, Antonelli administrou a vantagem em pista limpa para receber a bandeirada com uma margem de 10,768 segundos sobre o segundo colocado.
Atrás de Antonelli, quem roubou a atenção foi o duelo pela segunda posição entre Lewis Hamilton (Ferrari) e Max Verstappen (Red Bull Racing). A disputa segurou o ritmo de ambos os carros, facilitando a fuga de Antonelli na liderança. Hamilton sustentou o segundo lugar por uma diferença de apenas meio segundo sobre Verstappen, que garantiu seu primeiro pódio no ano. Charles Leclerc cruzou em quarto e foi o último piloto a terminar na mesma volta do líder, mais de 44 segundos atrás do trio do pódio. Logo atrás, Isack Hadjar minimizou o prejuízo da Red Bull ao finalizar em quinto, mesmo cumprindo uma penalidade de drive-through e um acréscimo de 10 segundos no tempo total de prova, cruzando logo à frente da Alpine de Franco Colapinto.
O restante da zona de pontuação foi liderado por Liam Lawson, que completou uma sólida corrida de recuperação em sétimo lugar após ter ficado de fora do primeiro treino livre da sexta-feira. O neozelandês controlou a aproximação de Pierre Gasly, seguido por Carlos Sainz Jr. e Oliver Bearman, que garantiu o último ponto em décimo. Em contrapartida, o final de semana foi desastroso para a McLaren, que sofreu com a falta de rendimento em suas unidades: Oscar Piastri terminou fora da zona de pontos em décimo primeiro, enquanto Lando Norris abandonou na volta 40 com problemas mecânicos. (Leo Contesini)
BMW M1000 RR presta homenagem ao Tourist Trophy de Isle of Man
A BMW pode ser a maior representante da engenharia alemã aplicada às motocicletas, mas sua última novidade presta homenagem a um ícone britânico: O Tourist Trophy de Isle of Man, uma das provas mais desafiadoras, assustadoras e lendárias do motociclismo. Apropriadamente, a “tela em branco” escolhida para isso também foi a mais visceral de todas as motos da BMW: a M1000 RR.
Para quem não lembra, a M1000 RR é a versão track focused da S1000 RR — um monstro com motor quatro-cilindros de 999 cm³, 218 cv a 14.500 rpm e 11,5 kgfm de torque a 11.000 rpm, arrefecimento líquido, comando variável ShiftCam e velocidade máxima de 314 km/h. Com 192 kg na balança, ela tem relação peso-potência de absurdos 1,12 cv/kg.
A série especial Limited Edition Isle of Man TT, feita para celebrar a 115ª edição da competição — que começa hoje (25) e vai até o próximo sábado (6) — faz referência direta à heritage das corridas britânicas ao trajar a cor verde British Racing Green com acabamento acetinado e detalhes em cinza, além de partes onde a fibra de carbono ainda fica à mostra. Completam o visual adesivos que fazem referência ao Tourist Trophy e a alguns dos trechos mais icônicos do circuito de 60 km; e o banco com revestimento de Alcantara.
Faz sentido que a BMW comemore o início do Tourist Trophy: os alemães têm boas lembranças de suas participações na prova, incluindo vitórias nas edições de 1939 e 1976. Além disso, nos anos recentes uma série de recordes em diversas categorias foi conquistada pela S1000 RR — e a própria BMW fornece as motos usadas pelos fiscais de prova desde o ano passado.
Serão feitos 115 exemplares numerados da M1000 RR Isle of Man — um para cada edição da corrida. A fabricante ainda não divulgou totalmente quais mercados receberão a moto, confirmando apenas que cinco ficarão no Reino Unido. (Dalmo Hernandes)
Peugeot e Citröen perdem espaço na reformulação da Stellantis no Brasil
O plano de reestruturação global de toda a linha da Stellantis também inclui o Brasil — entre as dezenas de modelos que serão lançados ou atualizados até 2030, vários deles estão garantidos para o nosso mercado. Só a Fiat vai ganhar três novos SUVs e o novo Argo (que não deveria ter esse nome, mas enfim, a decisão é deles), além da picape Titano e novas gerações da Strada e da Toro. A Ram vai ter a Dakota e a Rampage, enquanto a Jeep terá boa parte de sua linha renovada e ganhará a companhia de SUVs elétricos e híbridos da Leapmotor.
Só não foram mencionados novos modelos para Peugeot e Citroën — que, pelo visto, estão “sobrando” no nosso mercado. Apesar de uma breve ressurgência pouco depois da pandemia, com alguns dos melhores números de vendas em anos, Peugeot e Citroën nunca conseguiram uma participação expressiva no mercado. Mesmo com um portfólio interessante nas concessionárias da Citröen, com Aircross, Basalt e C3; e novas gerações dos Peugeot 208 e 2008.
Graças ao compartilhamento de plataformas e motores com a Fiat, as marcas da antiga PSA deixaram para trás a mecânica com fama de dispendiosa e pouco confiável — mas a reputação, pelo visto, permanece assombrando os carros franceses, o que ajuda a explicar o baixo desempenho nas vendas.
De acordo com a Autoesporte, o prospecto para Citroën e Peugeot dos melhores: há indícios de que não serão lançados novos modelos, e paira sobre as duas marcas a possibilidade de que, com o tempo, as operações sejam descontinuadas em favor de outras marcas do grupo. A ideia de aproveitar a rede de concessionárias para distribuir e oferecer serviços de manutenão de modelos da Leapmotor, por exemplo, não soa absurda.
Esse panorama conversa com a ideia de que, nos próximos anos, a Stellantis vai separar seu leque entre marcas globais e marcas regionais — fazendo com que Citroën, Alfa Romeo, Opel, Chrysler e Dodge só estejam presentes em mercados onde faça sentido. (Dalmo Hernandes)
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