O novo BMW M2 xDrive | a volta do Hellcat e mais!
Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.
- BMW M2 ganha sistema de tração integral xDrive
- Fábrica chinesa está fazendo monoblocos novos de modelos clássicos
- Dodge confirma volta do Hellcat — e será no Charger!
- Rolls-Royce Spectre Series II fica mais potente, mais luxuoso e não muda nada por fora
- McLaren celebra seu 1.000º GP de Fórmula 1 com série especial do Artura
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BMW M2 ganha sistema de tração integral xDrive
Um BMW M com o sistema xDrive de tração nas quatro rodas não é novidade — já faz quase 10 anos que o M5 xDrive foi lançado, e as versões Competition xDrive do M3 e do M4 estão entre as mais populares. O que não elimina o pequeno choque de realidade de saber que agora o M2 também poderá ser comprado na versão 4WD.
O BMW M2 M xDrive ele traz exatamente o mesmo seis-em-linha biturbo de três litros S58, com 480 cv e 61,6 kgfm de torque — aqui, só com câmbio automático de oito marchas — e, segundo a BMW, mesmo sendo 55 mais pesado que o M2 normal (1.808 kg no total), ele é mais rápido: vai de zero a 100 km/h em 3,6 segundos, enquanto a versão de tração traseira leva entre 3,9 segundos e 4,1 segundos, dependendo da fonte consultada. O zero-a-200 é feito em 12,8 segundos e a velocidade máxima pode ser de 250 km/h ou, com o M Drivers Package opcional, 285 km/h.
O sistema xDrive funciona da forma que já conhecemos — a força do motor vai para as rodas traseiras na maior parte do tempo, e o eixo dianteiro só entra em ação quando necessário (para “puxar” a traseira de volta para os trilhos em uma curva, por exemplo) graças ao Active M Differential. E a própria atuação do xDrive pode ser ajustada através de uma série de opções no menu do painel. Incluindo, claro, um modo 2WD puro sem controle de estabilidade que, pelo que diz à BMW, faz com que o M2 M xDrive se comporte exatamente como a versão de tração traseira.
Se é necessário ou não é um debate que, sinceramente, não vale à pena — e a BMW pode tomar decisões estéticas questionáveis, mas com esse tipo de coisa eles costumam acertar. O M2 M xDrive começa a ser fabricado em agosto de 2026. (Dalmo Hernandes)
Fábrica chinesa está fazendo monoblocos novos de modelos clássicos
Enquanto a indústria automotiva chinesa despeja baterias e SUVs elétricos no mercado global, uma fábrica em Baoying, ao norte de Xangai, tem potencial para alimentar, sozinha, toda a indústria de restomods. A Jiangsu Juncheng Vehicle Industry Co. está estampando paineis e monoblocos inteiros para carros clássicos sem fornecimento de peças há décadas. No catálogo da empresa estão desde folhas de porta para o Toyota AE86 “Hachiroku” até estruturas completas para o Ford Bronco de primeira geração.
O mais impressionante é que o processo não é artesanal; ele segue o padrão de estamparia da indústria automobilística. O desenvolvimento de cada peça começa com a usinagem da matriz bruta em blocos de aço de alta resistência por meio de centros CNC. Na sequência, artesãos realizam o ajuste e o polimento manual desse ferramental pesado para garantir que o vinco das chapas saia da prensa sem imperfeições de relevo ou desalinhamentos. A linha de produção entrega desde pequenos suportes estruturais e presilhas internas até painéis externos, incluindo capôs para o Datsun 240Z, peças de lataria para o Toyota Land Cruiser FJ e monoblocos do Ford Mustang 1967.
A precisão dimensional dessas estruturas de reposição já encontrou mercado na cena internacional de restauração e restomods. Recentemente, um Bronco montado nos Estados Unidos utilizando uma dessas carrocerias integrais zero-quilômetro fornecidas pela Juncheng foi arrematado em leilão por US$ 400.000.
E a empresa não pretende ficar nos modelos mais “fáceis”: o cronograma de expansão da Juncheng agora mira projetos europeus com alta complexidade de estamparia, como os moldes para o monobloco do Porsche 964 e os painéis estruturais do Mercedes-Benz 300 SL Gullwing estão na fase final de desenvolvimento para entrar na linha de prensagem. Claramente um novo mercado se abre e, se nenhuma das fabricantes decidir impedir a produção destas carrocerias, teremos um mercado de carros clássicos não-oficiais em um futuro muito próximo. Especialmente se elas acabarem licenciadas. (Leo Contesini)
Dodge confirma volta do Hellcat — e será no Charger!
A Dodge recuou pra valer em sua estratégia de eletrificação e confirmou oficialmente o retorno do motor V8 Hellcat supercharger à linha do novo Charger. A decisão vem na esteira do fiasco comercial das versões elétricas lançadas em 2024, que já haviam forçado a marca a introduzir os motores Hurricane seis-em-linha como uma solução rápida para um primeiro momento. Agora, o já lendário motor Hellcat reassume o topo da linha — fazendo o que a Dodge deveria ter feito desde o primeiro momento.
O grande destaque do pacote visual e aerodinâmico é uma asa/spoiler traseiro elevado — uma reinterpretação das asas funcionais usadas no Dodge Charger Daytona de 1969 e no Plymouth Superbird de 1970. O protótipo exibido secretamente pela marca a um grupo de jornalistas em Detroit traz ainda uma dianteira redesenhada com tomadas de ar mais agressivas, um extrator funcional no capô para alimentação e arrefecimento do motor, além dos logotipos da divisão SRT.
Sob o capô, o V8 entregará mais de 700 cv de potência, com projeções apontando para a calibração de 777 cv já utilizada na picape Ram Rumble Bee. A Dodge ressaltou que o Charger Hellcat é um projeto totalmente separado do Copperhead, o inédito supercarro de imagem inspirado no Viper que a marca desenvolve em paralelo. O retorno do motor de indução forçada faz parte de uma ofensiva de 20 novos produtos da Stellantis para o mercado americano, que inclui o crossover Chrysler Airflow e a ressurreição da sigla GLH em um novo hot hatch. (Leo Contesini)
Rolls-Royce Spectre Series II fica mais potente, mais luxuoso e não muda nada por fora
Primeiro elétrico da marca, o Rolls-Royce Spectre foi lançado em 2023 e agora ganha seu primeiro facelift — apropriadamente chamado “Series II”. Mas o curioso é que, tecnicamente, não é um facelift. Porque o visual do carro não mudou absolutamente nada. A Rolls-Royce diz: “o premiado perfil fastback do nosso super-coupé, as superfícies limpas e os faróis bipartidos foram mantidos”. É o tipo de coisa que só a Rolls-Royce poderia fazer sem receber críticas.
De acordo com a fabricante, seu cliente médio tem sete carros na garagem, sendo que dois deles são Rolls-Royce, e o que eles mais valorizam não é o design, e sim a exclusividade do interior e a experiência ao volante — e eles dirigem, em média, 6.400 km por ano . E foi aí que a marca se concentrou na hora de atualizar o Spectre.
Assim, o interior do novo Spectre recebeu um novo painel, agora com tela widescreen, e um sistema de “iluminação artística” — o Illuminated Fascia — com 8.108 mini-lâmpadas de LED direcionais. Além disso, há um novo relógio inspirado pelos instrumentos de aviação e novas tonalidades de madeira. Os revestimentos dos bancos, teto e portas também foram atualizados, com novas opções de cores e materiais — incluindo o curioso “Duality Twill”, um tecido natural feito de fibras de bambu com quatro cores disponíveis (Black, Chocolate, Lilac e Sage) e 50 opções de cor para as costuras e bordados. A Rolls-Royce ressalta que o interior Duality Twill é um dos mais elaborados que eles já fizeram, podendo levar até 2,6 milhões de pontos de costura e 16 km de linha, levando 25 horas para ser instalado.
Para quem prefere bancos de couro, a novidade é o acabamento Placed Perforation — que, como o nome diz, possibilita que o couro seja perfurado com precisão milimétrica para formar diferentes desenhos. Nas fotos de divulgação, por exemplo, os encostos dos bancos exibem um padrão de nuvens feito com 78.138 furos em três tamanhos diferentes.
No powertrain, o Spectre Series II agora tem 601 cv e 103,5 kgfm de torque — contra 584 cv e 91,7 kgfm da versão anterior — em seus dois motores elétricos, graças a um novo conjunto de baterias. A Rolls-Royce diz que, além disso, as novas baterias também aumentam a autonomia do carro em 18%, chegando aos 628 km na melhor das hipóteses, enquanto reduzem o tempo de recarga em 14%. Na prática, isso quer dizer que uma carga de 20% para 80% nas baterias pode levar 28 minutos.
Fora o Series II “normal” (muitas aspas aqui), existe também a variante esportiva Black Badge, que pode entregar picos de 680 cv e 112,1 kgfm de torque por curtos períodos — o bastante para garantir-se como o Rolls mais potente da história. Ele também ganha uma nova cor azul (“Ethereal Blue”) e rodas de 23 polegadas com novo desenho — que complementam muito bem o acabamento escurecido que substitui os cromados nessa versão.
O Rolls-Royce Spectre Series II já pode ser encomendado. Faça o que quiser come essa informação. (Dalmo Hernandes)
McLaren celebra seu 1.000º GP de Fórmula 1 com série especial do Artura
O GP de Mônaco desse final de semana será ainda mais especial para a McLaren, que chegará à marca das 1.000 corridas de Fórmula 1. Para celebrar a ocasião, a fabricante apresentou o Artura 1000GP, série especial de seu supercarro híbrido que terá apenas dez unidades comercializadas.
Simples e direto, o McLaren 1000GP traz como diferencial o esquema de pintura inspirado pelos McLaren MCL40 de Lando Norris e Oscar Piastri — preto com detalhes em laranja, com a adição de inscrições que dizem “1000GP”. Um detalhe interessante são os frisos laranja nos splitter frontal e no difusor traseiro. Por dentro, cada exemplar recebe uma plaqueta comemorativa metálica na cor Papaya Orange.
Mecanicamente, nada muda: o powertrain híbrido composto por um V6 biturbo de três litros, um motor elétrico e uma bateria de 7,4 kWh segue com 700 cv e 71,4 kgfm de troque — suficientes para ir de zero a 100 km/h em três segundos cravados, com máxima de 330 km/h. (Dalmo Hernandes)
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