O novo Jeep Avenger nas ruas | Mazda MX-5 pode virar elétrico e mais!
Bom dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.
- Jeep Avenger: novo modelo de entrada da marca é flagrado quase sem disfarces
- Lamborghini Urus terá uma nova versão
- Próximo Mazda MX-5 poderá ser o último com motor a combustão
- Quantos km um Ford GT 1:64 consegue correr antes de quebrar?
- Este Porsche Boxster pode ser um Audi disfarçado
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Jeep Avenger: novo modelo de entrada da marca é flagrado quase sem disfarces
O lançamento do novo Jeep Avenger, modelo de entrada da marca que ficará abaixo do Renegade em porte e preço, se aproxima. Nesse clima, o pessoal da Quatro Rodas flagrou um exemplar quase sem camuflagem pelas ruas de Resende (RJ).
Lançado lá fora para o ano-modelo de 2023, o “jipinho” acabou de passar por uma atualização — e o modelo brasileiro, que deverá começar a ser produzido em Porto Real (RJ) nas próximas semanas, acompanha o facelift. Se formos parar para analisar, não faz muito sentido rodar com o carro camuflado, mas faz parte do processo.
De qualquer forma, é uma boa hora para relembrar os principais pontos do Avenger. Primeiro, ele é pequeno: com 4,08 metros de comprimento, ele é 1 cm mais curto que o Fiat Pulse, por exemplo. Ele também tem 1,78 m de largura e 1,53 m de altura, além de 2,56 m de entre-eixos (o que dá quase 3 cm a menos que o Peugeot 2008 e 11,5 cm a menos que o Citroën Aircross.
Mecanicamente o Avenger trará o motor 1.0 turbo de três cilindros que os carros do grupo Stellantis costumam usar no Brasil, o GSE/T200. Mas em vez dos 130 cv (com etanol) que desenvolve em modelos como o Pulse, o Fastback e o Peugeot 208, ele foi recalibrado para entregar 116 cv — o que deixa evidente o foco em controle de emissões e consumo de combustível para uso urbano.
O pessoal mais purista não é muito fã desses modelos com foco mais generalista da Jeep — como o próprio Renegade, que mesmo depois de anos ainda é encarado com má-vontade pelos admiradores dos Jeep “raiz”. E os mais radicais torcem o nariz até mesmo para o bem-sucedido Compass (no qual o Avenger se inspira bastante, aliás, em termos de design). Mas é bem provável que o consumidor médio seja conquistado pelo novo modelo mais barato da Jeep, atraído pelo lifestyle associado à marca em um pacote mais compacto custando entre R$ 120.000 e R$ 150.000. É aguardar para ver. (Dalmo Hernandes)
Lamborghini Urus terá uma nova versão
O SUV da Lamborghini pode estar prestes receber uma variante ainda mais potente. A fabricante italiana divulgou nas redes sociais um teaser que mostra a traseira do modelo, e nota-se que há dois apêndices aerodinâmicos — um spoiler acima do vigia traseiro e outro na tampa do porta-malas, entre as lanternas.
Junto da foto, um aviso: “um novo capítulo está tomando forma” — e o convite para acompanhar o site e o canal da marca no Youtube no dia 1º de julho.
Considerando o pouco que foi revelado no teaser, apostaríamos em uma variante de alto desempenho — talvez o retorno do Urus Performante, que foi descontinuado em 2014. O Urus Performante apostava em uma versão de diabólicos 666 cv do motor V8 biturbo de quatro litros — 16 cv a mais que o Urus comum, enquanto o torque ficava nos mesmos 86,7 kgfm.
A new chapter is taking shape.
— Lamborghini (@Lamborghini) June 25, 2026
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De lá para cá o Urus adotou um sistema híbrido que elevou sua potência para 800 cv — ou seja, o suposto novo Urus Performante (ou qualquer outro sobrenome que a fabricante do touro resolva usar) certamente vai entregar um nível de desempenho sem precedentes, que deverá ser acompanhado de atualizações em suspensão, freios e nos sistemas eletrônicos. You know, the usual. (Dalmo Hernandes)
Próximo Mazda MX-5 poderá ser o último com motor a combustão
Há décadas o Mazda MX-5 é confiável como os seis primeiros álbuns do Black Sabbath. Ao longo de quatro gerações, ele mudou bastante o visual, seguindo as tendências de cada período, mas a essência sempre permaneceu — um esportivo leve, com um quatro-cilindros longitudinal aspirado, tração traseira e câmbio manual (o automático existe, claro, mas não é a escolha certa).
A geração atual, a ND, já está por aí há mais de dez anos (pois é, o tempo passa…). O que significa, claro, que a Mazda já trabalha em uma nova geração. Não que ela vá ser lançada amanhã — na verdade, a fabricante já deixou claro que ainda vai demorar alguns anos e não faz questão nenhuma de dar mais detalhes.
Uma informação recente, porém, chamou nossa atenção: pode ser que a quinta geração seja a última a usar um motor a combustão. De acordo com o site Car Expert, CEO da divisão australiana da Mazda, Vinesh Bhindi, relata que um dos executivos de alto escalão da Mazda visitou a unidade da Austrália e deixou escapar que o próximo Miata “possivelmente será o último com motor de combustão interna”.
Por mais que pareça um caso clássico de telefone sem fio (“me disseram que fulano falou que alguém contou”), não deixa de acender uma luz de alerta amarelo — um motor elétrico poderia até trazer torque instantâneo e elevar o nível de desempenho bruto do MX-5, mas inevitavelmente deixaria o carro mais pesado e prejudicaria bastante a experiência sensorial.
O que tranquiliza é saber que, por enquanto, é especulação e que o próximo Miata dificilmente trocará a combustão interna pelas baterias. Muita coisa pode acontecer até lá. (Dalmo Hernandes)
Quantos km um Ford GT 1:64 consegue correr antes de quebrar?
Sessenta anos depois da primeira vitória do Ford GT40 em Le Mans, o modelo conquistou uma nova marca de resistência… mas em miniatura. O canal do YouTube Diecast Endurance, dedicado ao nicho genial e absurdo de testar carrinhos de metal até eles se quebrarem de alguma forma, colocou um GT40 Mark IV (o modelo da vitória de 1967) da Hot Wheels em uma pista rolante para simular um teste de resistência.
A pista, na verdade, era uma lixadeira de cinta, e o carro foi preso por um clipe de plástico que permitia o rolamento livre das rodas e movimento vertical da carroceria. O pequeno Ford 1:64 rodou ininterruptamente por 5 dias, 1 hora, 10 minutos e 42 segundos. A tortura inteira foi transmitida ao vivo em 12 partes, mas felizmente há uma versão editada de cinco minutos.
Antes de parar por travamento das rodas dianteiras, a miniatura cobriu “13.549 milhas em escala” a uma velocidade equivalente a 111 mph (cerca de 178 km/h). O ponto de falha, claro, foram as rodas. O atrito constante com a lixa corroeu o plástico até o eixo dianteiro travar por completo. O detalhe mais legal do experimento é que o desgaste gerou uma camada de fuligem nas laterais, dando ao GT40 um visual muito parecido com o de um carro real depois de 24 horas de pista. A vibração foi tão intensa que as próprias rodas desgastaram a pintura na parte interna dos para-lamas.
Se você está se perguntando qual a distância real percorrida pelo carrinho, basta usar a escala 1:64, que também foi a forma de cálculo das milhas em escala: se ele rodou 13.459 milhas em escala, ele rodou 210,6 milhas reais, ou quase 339 km — pouco mais que uma corrida de F1 atual, apenas como curiosidade. (Leo Contesini)
Este Porsche Boxster pode ser um Audi disfarçado
Enquanto a Porsche parece ter congelado o desenvolvimento da nova geração do Boxster/Cayman (que deveria abandonar o motor a combustão por uma plataforma totalmente elétrica, mas até isso está em xeque atualmente), a Audi, pelo visto, não parou de trabalhar em sua própria versão.
Isso porque um Boxster muito suspeito andou rodando por Nürburgring nos últimos dias, como flagrado pelo canal Carspotter Jeroen no Youtube. O vídeo mostra um exemplar camuflado do Boxster acelerando no circuito alemão — o que, à primeira vista, seria um indício de que, afinal, o pessoal de Weissach ainda está se mexendo. Mas há um detalhe: o carro tem placas de Ingolstadt — onde, sabemos, fica o QG da Audi.
Isso dá uma nova perspectiva ao flagra: este Boxster pode muito bem ser uma mula de testes para a versão de produção do Concept C, esportivo elétrico apresentado no ano passado que, apesar de ter outro nome e abandonar a combustão interna, funcionaria como um sucessor espiritual para o saudoso Audi TT, que saiu de linha em 2023 sem deixar sucessor. De acordo com a apuração do Motor1, o Concept C não será cupê nem conversível — será um targa, com teto rígido retrátil dividido em duas partes. No começo apenas uma versão com motor elétrico central-traseiro deverá ser oferecida, mas a arquitetura já prevê a adoção de um segundo motor na dianteira para mover as rodas da frente em um eventual modelo Quattro.
Enquanto o esportivo da Audi está previsto para algum momento do ano que vem, a Porsche segue em um limbo a respeito de sua própria versão — que, pelas últimas notícias, precisou ser adaptada às pressas para incorporar versões híbridas ao projeto por demanda do público, o que ajudaria a justificar o atraso (afinal, o plano original era lançá-lo em 2025). O Audi, por outro lado, será apenas elétrico. (Dalmo Hernandes)
