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O próximo BMW M3 | o novo Hyundai HB20 e mais!

O próximo BMW M3 | o novo Hyundai HB20 e mais!

Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.

  • Este é o novo BMW M Concept, mas pode chamar de M3
  • Hyundai i20 2027 é lançado — veja as versões e preços
  • Genesis Magma GT3 é revelado em Le Mans
  • Chery diz que seu novo SUV foi criado por ex-designer chefe da Ferrari e italianos cobram explicações
  • Mad Mike justifica o apelido e vai colocar um motor Wankel em um chassi de Fórmula 1

(Para compartilhar uma notícia específica, basta copiar o link direto no índice acima)

Este é o novo BMW M Concept, mas pode chamar de M3

Se você tivesse passado os últimos cinco anos na Coreia do Norte e visse esse conceito, poucos detalhes estéticos diriam que ele é um BMW. A gente o identifica como um BMW porque estamos acompanhando esta neue neue klasse desde que ela deu as caras pela primeira vez. E depois do lançamento do modelo comportado, agora é a vez do conceito que antecipa o próximo M3 — tanto o elétrico quanto o seis-em-linha.

Esteticamente o carro dispensa apresentações e descrições — as imagens falam por si: é um Série 3 Neue Klasse com tudo o que um M3 deve ter em termos de rodas, carroceria, aerodinâmica. E ele é elétrico, mas terá uma versão a combustão com a mesma cara.

Falando nela, é curioso como a BMW (entre outras fabricantes) decidiu apelar ao passado em sua nova geração de elétricos. Este M Concept não é um carro exatamente retrô, mas a remissão à Neue Klasse em seu nome, os elementos estéticos como o vinco em V no capô dianteiro (M3 E30) e o spoiler “duck tail” na traseira (E46 CSL) fazem uma salada pseudo-nostálgica neste carro. Além disso, a BMW fez a apresentação e as fotos promocionais com um M3 E30 ao lado do M Concept como se tentasse provar que ele é a evolução da espécie.

Debaixo de tudo isso está o que a BMW chama de sistema M eDrive de sexta geração: quatro motores síncronos acoplados individualmente às rodas do carro e também controlados individualmente pelo tal supercomputador batizado Heart of Joy, o que elimina os diferenciais mecânicos, uma vez que o controle dos motores tem alta precisão para controle de tração, estabilidade e vetorização de torque. Além disso, o sistema pode desativar os motores dianteiros para que o carro rode apenas com tração traseira — mas isso, logicamente, reduz a potência pela metade. Ah, sim… antes que eu esqueça, são 1.000 cv dos motores elétricos.

As baterias ficam sob o assoalho do carro e são otimizadas para carga e descarga rápida sem superaquecer, mas isso também resulta em uma posição de pilotagem mais elevada. Fora isso, a cabine traz a tela imensa no centro do painel e uma tela secundária que se estende pela base do para-brisa. Claro, ainda é um carro conceito, mas é exatamente o mesmo arranjo do i3. O volante tem borboletas de alumínio para comandar a simulação de trocas de marcha, que atua em sincronia com o sistema de áudio interno para emular as interrupções de torque, quedas de rotação e o comportamento mecânico de uma transmissão sequencial de pista.

A BMW ainda não divulgou a data da lançamento, mas a produção da versão elétrica está programada para iniciar em março de 2027. Quem não quiser a versão elétrica, terá de esperar até a metade de 2028 para colocar as mãos no novo M3 seis-em-linha. (Leo Contesini)

Hyundai i20 2027 é lançado — veja as versões e preços

A Hyundai, enfim, apresentou o crossover compacto i20 2027 em definitivo. Trata-se de um modelo intermediário entre o veterano HB20 e o Hyundai Creta, que vem para ocupar uma fatia do mercado na qual brigará com Fiat Pulse, Volkswagen Tera e Renault Kardian.

Para isso, ele aposta no visual que mistura linhas futuristas com proporções robustas inspiradas no off-road — como fica claro pelas molduras nos arcos de roda e na postura mais elevada da suspensão. As proporções da carroceria, porém, estão mais para um hatchback compacto. Novamente, alinhado com a concorrência.

As possibilidades de motorização são duas: o motor Kappa 1.0 aspirado flex, de três cilindros e 12 válvula, que entrega 75 cv e 9,4 kgfm de torque com gasolina ou 80 cv e 10,2 kgfm de torque com etanol, sempre com câmbio manual de cinco marchas. As variantes mais caras, apostam no 1.0 TGDi, com turbocompressor, também flex, e com injeção direta de combustível. No caso dele, são 115 cv e 17,5 kgfm de torque, tanto com álcool quanto com gasolina no tanque. E o câmbio que o acompanha é o automático de seis marchas da Hyundai.

Não faltarão opções — ao total serão seis versões, custando entre R$ 99.990 e R$ 139.990. Seguindo a situação atual do mercado, mesmo o modelo inicial, chamado i20 Comfort, investe em uma lista generosa de equipamentos. Confira os detalhes:

Comfort MPI MT (R$ 99.990) — Seis airbags, faróis de LED com acionamento automático, multimídia de 10,25″ integrada com painel de instrumentos digital de 12,3″, espelhamento Apple CarPlay e Android Auto sem fio, sistema de carro conectado (Bluelink), partida por botão e chave presencial, volante com ajuste de altura e profundidade.

Limited MPI MT (R$ 104.990) — Todos os itens da versão Comfort, além rodas de liga leve de 16″ com acabamento diamantado, assistência de frenagem autônoma, assistência de centralização e permanência em faixa, detector de fadiga e farol alto adaptativo.

Limited TGDi AT (R$ 125.990) — Os mesmos itens da versão Limited MPI MT.

X Line TGDI AT (R$ 128.990) — Os mesmos itens da versão Limited TGDi AT, mais rodas de liga leve de 17″ e lanternas traseiras com faixa central em LED.

Platinum TGDi AT (R$ 134.990) — Os mesmos itens da versão anterior, mais controle de velocidade adaptativo.

Ultimate TGDI AT (R$ 139.990) — Os mesmos itens da versão Platinum TGDI AT, mais rodas de liga leve de 17″, faróis de LED com projetores, faixa de luz horizontal em LED, multimídia de 12,3″ integrada com painel de instrumentos digital de 12,3″, assistente de tráfego cruzado, assistente de ponto cego e alerta de saída segura.

Genesis Magma GT3 é revelado em Le Mans

Embora seja a divisão de luxo da Hyundai, a marca Genesis também é a mais recente empreitada da marca sul-coreana nas pistas. E eles aproveitaram o início das 24 Horas de Le Mans nesse fim de semana para revelar o Magma GT3 Concept, versão de corrida do cupê Magma GT Concept — este, apresentado em novembro ano passado.

Desenvolvido em colaboração com a Hyundai Motorsport, o GT3 tem a mesma pegada do Porsche 911 GT3, por exemplo — oferecer aos clientes uma máquina pronta para as pistas. A ideia é vendê-lo para equipes e pilotos privados, ajudando a expandir a marca Genesis no mercado europeu e no automobilismo global.

Seguindo a cartilha dos GT3, em vez de pegar um carro de rua e adaptá-lo para as pistas, a engenharia fez o inverso: projetou o carro com foco total no regulamento. Mas o plot twist vem agora: para competir nas categorias GT da WEC ou IMSA, a homologação exige que o modelo tenha uma versão de rua comercializada. E assim, os executivos da marca confirmaram durante o evento que o Magma GT Concept vai para a linha de produção — ainda que, mais uma vez, tenham deixado as especificações técnicas de lado.

O estilo do carro preserva a identidade visual do Magma GT, com os faróis DRL característicos e as barras de LED na traseira, porém aliada um pacote aerodinâmico agressivo típico dos carros de GT3. E dá para notar que, enquanto o Magma GT Concept tinha, de fato, um aspecto mais conceitual, o GT3 parece praticamente pronto para as pistas.

Vale lembrar que a Genesis Magma Racing foi inaugurada em 2024, e faz sua primeira temporada no WEC este ano. A equipe já pontuou logo na segunda corrida do campeonato e garantiu posições promissoras (6º e 9º lugar) para Le Mans na categoria Hypercars. (Dalmo Hernandes)

Chery diz que seu novo SUV foi criado por ex-designer chefe da Ferrari e italianos cobram explicações

A gente não costuma usar títulos longos assim no Zero a 300, mas não tinha como deixar nada de fora, porque a situação é no mínimo inusitada — ou só bizarra, mesmo. A Chery apresentou na última quarta-feira (10) seu novo SUV elétrico — que, seguindo o confuso padrão da indústria chinesa, na verdade pertence a uma submarca, a Luxeed, que por sua vez é fruto de uma parceria com outra gigante daquele país, a Huawei. Seu nome é Luxeed RX, e ele traz uma semelhança mais do que passageira com a Ferrari Purosangue — aquele que, um dia, foi o carro mais polêmico já feito pela Ferrari… até ser destronado pela Luce.

Por baixo da carroceria, o Luxeed RX não se afasta muito da receita clássica para esse tipo de veículo, oferecendo versões com um ou dois motores, com 377 cv e 594 cv, respectivamente. Ele é grandalhão, com mais de cinco metros de comprimento e exatos três metros de entre-eixos, e certamente será bem pesado. Mas isso são detalhes.

O lado curioso da história é que o Luxeed RX poderia ser só mais um SUV chinês “inspirado” em um carro europeu, não por fosse uma declaração feita pelo vice-presidente da Luxeed, Zhao Changjiang, ao apresentá-lo: segundo ele, o desenho do RX foi assinado por um “ex-designer chefe da Ferrari” — o que, presumimos, meio que serve para justificar o visual derivativo. Mas não foram palavras ao vento: o pessoal de Maranello não gostou muito da cutucada, e a diretora de relações públicas da Ferrari na China, Ingrid Sun, foi às redes para questionar: “qual é o nome desse ex-Ferrari?”

Pelo que apurou o site Carnewschina, a pergunta ficou sem resposta e, pouco depois, a postagem foi excluída das redes. O que nos resta é constatar que, mesmo cada vez mais próxima de dominar a indústria automobilística mundial, as fabricantes chinesas parecem não conseguir abandonar o velho hábito de emular o visual de modelos ocidentais em seus carros. O que, em tese, pode não interferir na qualidade dos produtos ou na competência dos projetos, mas sinaliza, no mínimo, falta de maturidade filosófica e estilística. (Dalmo Hernandes)

Mad Mike justifica o apelido e vai colocar um motor Wankel em um chassi de Fórmula 1

Talvez você não saiba quem é Michael Whiddett, mas certamente já ouviu falar de Mad Mike — e, veja só, eles são a mesma pessoa. Mas, falando sério, Mad Mike já apareceu aqui no FlatOut há um tempão: o piloto de drift neozelandês viralizou em meados de 2014 com seu RX-7 de quatro rotores e mais de 530 cv sem indução forçada, feito especificamente para as derrapagens controladas.

De lá para cá, ele nunca mais parou — e boa parte de seus projetos envolve alguma variante insana do motor Wankel da Mazda. O mais recente deles não é exceção, mas talvez seja também a maior evidência de que Whidett merece o apelido de “Mike Maluco”.

Isso porque se trata, simplesmente, de um carro que já correu na Fórmula 1. É um monoposto mais “lado B”, na verdade: um March 87P de 1986, originalmente projetado para a Fórmula 3000, porém adaptado para disputar a F1 na segunda metade da década de 1980. E agora, ele será o próximo a ganhar um motor Wankel. E, claro, será transformado em carro de drift.

Originalmente o March 87P usa um motor V8 Ford Cosworth — que era quase onipresente na categoria naquela época, conhecido por sua robustez e por seu rendimento quase inacreditável. Trocá-lo por um Wankel, que é praticamente o oposto de um V8, é o tipo de heresia que, há tempos, aprendemos a abraçar em vez de torcer o nariz. O próprio Mike não elabora demais os motivos para o projeto: ao Top Gear, ele só disse que está “desenvolvendo o carro de Fórmula 1 de seus sonhos para entreter o mundo”. Amém!

O projeto já começou na oficina de Mad Mike na Nova Zelândia e, como de costume, será documentado no canal dele no Youtube. (Dalmo Hernandes)

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Fonte original FlatOut
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