Os novos Dodge Copperhead e Charger Hellcat | outra Ferrari restomod e mais!
Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.
- Lembra do Dodge Copperhead? Ele finalmente será produzido
- Oficina holandesa anuncia restomod da Ferrari 308
- Dodge confirma a volta do Charger Hellcat com motor V8 supercharged e “mais de 700 cv”
- Mitsuoka Viewt: o mini-Jaguar japonês acaba de ser atualizado
(Para compartilhar uma notícia específica, basta copiar o link direto no índice acima)
Lembra do Dodge Copperhead? Ele finalmente será produzido
Os fãs de Gran Turismo 2 certamente lembram-se do Dodge Copperhead, aquele roadster conceitual derivado do Viper que era um dos principais carros do game. Pois a Dodge agora está prestes a lançá-lo como sucessor direto do Viper e já o revelou os jornalistas americanos em um evento fechado, onde fotos e eletrônicos foram proibidos.
Embora as primeiras impressões sugerissem que o modelo compartilharia a base com o novo Charger, o chefe da SRT, Tim Kuniskis, confirmou que o projeto tem pontos estruturais completamente diferentes — o Charger utiliza a plataforma STLA Large, que tem assoalho elevado para acomodar as baterias nas versões elétricas. Como a intenção da Dodge é manter o Copperhead baixo e com cabine recuada, a base acabou descartada.
Em vez disso, ele usará uma plataforma “já amortizada do portfólio global da Stellantis”. Considerando tração traseira e rodagem baixa, parece que o Copperhead será o tal Dodge baseado na plataforma Giorgio da Alfa Romeo — que também é usada pela Maserati no GranTurismo, no Grecale e no GranCabrio, e pela Jeep nos Grand Cherokee.
De acordo com a descrição pelos jornalistas que viram o carro, o protótipo funcional tem saídas de escape reais e soluções aerodinâmicas agressivas, incluindo um duto em “S” no capô dianteiro e extratores de ar nas caixas de roda. O visual e o logotipo de cobra remetem ao Viper, mas com o porte de um Mustang.
Se você esperava ver um V8 sob o capô, saiba que Kuniskis praticamente descartou essa possibilidade. A SRT está trabalhando em um powertrain a combustão ainda não revelado, ou na evolução do Hurricane de seis cilindros biturbo de 3 litros. A Dodge promete apresentar os primeiros detalhes deste novo powertrain em agosto, durante os eventos que antecedem o Roadkill Nights. (Leo Contesini)
Dodge confirma a volta do Charger Hellcat com motor V8 supercharged e “mais de 700 cv”
É oficial: a Dodge voltou atrás com sua ideia absurda de abandonar o motor V8 no Charger. A empresa confirmou, enfim, que o muscle car voltará a ser… um muscle car. Não só isso: o motor Hellcat de 6,2 litros com supercharger será o coração do bicho mais uma vez. Ora, é claro que cabe no cofre!
O novo Charger Hellcat será parte da grande atualização na linha que a Stellantis prometeu até o começo da próxima década — e o tempo passa rápido, então nem vai demorar tanto assim. Naturalmente não foram divulgados todos os detalhes, mas a Dodge já deixou claro que, outra vez, o Charger Hellcat terá “mais de 700 cv”.
É bem realista esperar que ele tenha pelo menos os 787 cv que o V8 supercharged entrega na Ram TRX (e na nova Ram Dakota Rumble Bee). E não é absurdo nenhum esperar por algo ainda mais estúpido, na linha dos 818 cv do Charger Redeye que encerrou o ciclo de vida daquele que foi um dos capítulos mais deliciosamente insanos da história do Charger.
A “má notícia” é que a Dodge não confirmou se outros motores V8 serão colocados no Charger futuramente, mas não duvidamos nem um pouco. Agora que, aparentemente, a fabricante recobrou o juízo, ficou bem mais fácil imaginar um futuro Charger com os V8 Hemi aspirados — afinal, eles estão ali, na prateleira, e já são usados em outras versões da Ram Dakota. Não é preciso ser nenhum gênio para ver que essa conta fecha muito bem.
We’re so fuckin’ back, baby! (Dalmo Hernandes)
Oficina holandesa apresenta restomod da Ferrari 308
De todas as Ferrari possíveis de se fazer um restomod, a 308 definitivamente não é a primeira que vêm à mente. Não porque ela seja ruim ou sem graça, mas porque entre as Ferrari V8 clássicas, ela não tem o mesmo peso de uma F355 ou de uma 348. Mas, vejam só, foi exatamente a 308 a escolhida pela oficina holandesa Maturo para ser modernizada, atualizada e melhorada.
Na verdade o projeto pode ser encomendado em duas variantes diferentes: a 308 GTB Stradale, versão normal do esportivo italiano; ou a 308 GTB Rally — que, como o nome diz, é a versão de homologação para o Grupo 4 de rali da década de 1980.
No caso da Stradale, trata-se de um restomod propriamente dito, e do jeito que já estamos acostumados a ver — leves modificações externas, upgrade no acabamento interno e mecânica atualizada. No caso da 308, o V8 de três litros virabrequim plano entregava, originalmente, 258 cv. Nas mãos da Maturo o motor recebe comandos de válvula mais agressivos, um novo sistema de ignição, coletor de admissão feito sob medida e escape Capristo para entregar 400 cv. O câmbio permanece o mesmo — manual de seis marchas, mas reforçado para lidar com a força extra.
As modificações estéticas são mais discretas do que o padrão dos restomods modernos, e isso é reconfortante: apenas iluminação de LED e para-lamas alargados — além de rodas de 15 polegadas com desenho retrô. Não precisava de mais, honestamente. Mais relevante é a adoção de um sistema de suspensão TracTive, ajustável eletronicamente, e de novos freios que acompanham o aumento na performance. O interior não foi revelado, mas não deve se afastar muito do que se vê no lado de fora em termos de modificações. Menos é mais, não?
Já a versão Rally está mais próxima de uma “restauração plus” do que de um restomod propriamente dito. A Maturo decidiu não mexer na estética — o carro é desmontado por completo, o chassi é reforçado e recupera-se o máximo possível dos componentes originais. O motor também é refeito com componentes modernos, porém a potência fica mais próxima dos 350 cv, como era no carro de rali original.
É claro que, para tudo isso, você precisa de um carro para fornecer como base — e pagar mais 425 mil euros pelo serviço da Maturo. Isso dá mais de R$ 2,5 milhões — no Brasil, uma 308 original fica entre R$ 800.000 e R$ 1,5 milhão. Para quem não tem essa grana, questionar se é um bom negócio ou não meio que não tem sentido… (Dalmo Hernandes)
Mitsuoka Viewt: o mini-Jaguar japonês acaba de ser atualizado
Eu pessoalmente acho os carros retrô da Mitsuoka um barato: usando como base carros compactos modernos, eles criam pequenas réplicas de carros de luxo antigos — como o Jaguar Mk2, que é homenageado desde 1993 pelo Mitsuoka Viewt. Ele tem proporções estranhas, a frente de Jaguar não conversa em nada com as laterais, o interior não muda nada, mas o Viewt tem um charme divertido que não se encontra em muitos outros carros.
Nos primeiros 30 anos, o Viewt usou como base diferentes gerações do Nissan March (ou Micra, no Japão). Desde 2023, porém, a Mitsuoka adotou o Toyota Yaris — a atual geração japonesa, de código XP210, que também serve como ponto de partida para o incrível GR Yaris — para fazer o Viewt. Ficou ainda mais esquisitinho, mas a ideia é a mesma e a execução traz o mesmo capricho.
Agora, praticamente na metade de 2026, a atual geração do Viewt ganha sua primeira grande atualização. E ela não é estética, mas mecânica: em vez do motor 1.0 três-cilindros de 69 cv — que o próprio Yaris aposentou — ele vem com um 1.5 de três cilindros e 120 cv, que pode vir tanto com câmbio manual de seis marchas ou CVT. E, pasme, a tração pode ser dianteira ou nas quatro rodas. Deu até uma invejinha.
Mais do que isso: é possível comprar um Viewt híbrido, e a Mitsuoka ainda dá a opção de um ou dois motores elétricos — um no eixo dianteiro e outro no eixo traseiro, com potência combinada de 114 cv. É menos potente que o não-híbrido, mas traz o benefício da economia de combustível.
Os japoneses que desejam um Yaris com muito mais personalidade também vão pagar muito mais caro: se um Yaris de topo, com o mesmo conjunto híbrido AWD, sai por quase 3 milhões de ienes, o que dá cerca de R$ 95.000, um Viewt na mesma configuração custa 4,8 milhões de ienes — o equivalente a R$ 152.000. (Dalmo Hernandes)
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