VW Tukan a álcool em testes | um Aston Martin Vantage S misterioso e mais!
Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.
- Tukan cabine simples é testada com motor a álcool
- Versão (ainda) mais nervosa do Aston Martin Vantage S é flagrada em testes
- Update gratuito de Gran Turismo 7 traz cinco novos carros
- Porsche admite: “erramos o timing com o Taycan”
(Para compartilhar uma notícia específica, basta copiar o link direto no índice acima)
Tukan cabine simples é testada com motor a álcool
Vejam só como uma canetada pode mudar tudo da noite para o dia… depois de passar 20 anos desenvolvendo e amadurecendo a tecnologia Flex, o programa Mover e seus incentivos estão levando as fabricantes de volta para a era pré-flex com versões somente a etanol. Depois da Chevrolet com o Onix Eco, a Volkswagen aparentemente já está na rua com os primeiros protótipos da Tukan movidos a etanol.
Segundo apuração do pessoal da Autoesporte, os protótipos têm motor 1.6 16v MSI, que devem equipar a versão de entrada da picape, com foco em frotistas e vendas diretas. A principal diferença para o motor flex é, claro, a otimização do mapa de ignição e da taxa de compressão, uma vez que não há mais o comprometimento do uso do motor com gasolina. Um motor a etanol, por exemplo, poderia usar taxa de compressão 14,5:1, por exemplo, sem risco de detonação e, calibrado para usar apenas etanol, também seria mais econômico e mais potente — ou seja: mais eficiente de forma geral.
Claro, na prática é uma manobra fiscal para obter benefícios tributários, mas que irá resultar em uma picape mais barata (ou menos cara) e também mostrará o potencial do motor a etanol depois de 50 anos desde sua popularização local.
Quanto aos demais detalhes desta versão de entrada, para suportar o abuso do batente severo, o arranjo dinâmico traseiro dispensa refinamentos: mantém os freios a tambor e eixo rígido com feixe de molas semielípticas. (Leo Contesini)
Versão (ainda) mais nervosa do Aston Martin Vantage S é flagrada em testes
O mais recente prorótipo flagrado esticando as pernas em Nürburgring é o Aston Martin Vantage — em uma versão mais potente e mais especializada que o Vantage S, pelo visto.
Se o Vantage S é movido por um V8 biturbo de quatro litros com 680 cv e 81,7 kgfm de torque, essa nova variante promete ter algo ainda mais violento debaixo do capô. É o mínimo que a gente espera, levando em conta o body kit mais agressivo na dianteira e na traseira e a enorme asa na tampa do porta-malas. Além disso, o carro tem rodas novas rodas de 21 polegada calçadas com com pneus Pirelli P Zero R — e, ao que parece, freios com pinças maiores na dianteira.
O pessoal do Carscoops, que publicou primeiro as fotos, não conseguiu boas imagens do interior (o que é compreensível), mas estamos falando de uma variante de rua com foco em track days — não é nenhum GT3, então provavelmente a cabine não perderá itens de conforto e conveniência como a central multimídia de 10,25 polegadas. Não é só para acelerar no circuito, e sim para curtir a viagem até lá.
Nessa pegada, o câmbio deverá continuar sendo o automático de oito marchas, que no Vantage S ajuda a chegar até os 100 km/h em 3,4 segundos com máxima de 325 km/h.
O novo Vantage, cujo sobrenome ainda não foi definido — mas pode ser AMR ou RS, se formos pela nomenclatura atual da Aston Martin — será apresentado em algum momento de 2027. Aguardemos. (Dalmo Hernandes)
Update gratuito de Gran Turismo 7 traz cinco novos carros
Por mais que a nostalgia fale alto, a possibilidade de ter conteúdo novo adicionado aos games periodicamente é interessante — especialmente quando é de graça. A nova atualização para Gran Turismo 7 (1.70) neste mês de junho é um exemplo perfeito: cinco novos carros serão incluídos no roster do jogo, além de novos eventos e novidades para o modo Scapes.
O grosso do update, claro, são os cinco novos carros. Dessa vez, modelos históricos não estão inclusos no pacote. Em vez disso, serão Hypercars de Le Mans modernos: o BMW M Hybrid V8, a Ferrari 499P, o Peugeot 9X8 e Porsche 963. Além disso, a atualização também inclui o Porsche 911 Turbo S Safety Car.
Fora os carros, o jogo também passará a incluir alguns eventos inéditos em pistas do mundo real — todos eles feitos sob medida para os novos carros. São eles:
- European FR Challenge 550 – Eiger Nordwand Reverse
- Pickup Truck Race – Fishermans Ranch
- Gr.1 Prototype Series – Watkins Glen Long Course
- Gr.1 Prototype Series – 24 Heures du Mans Racing Circuit
- Gr.1 Prototype Series – Sardegna Road Track A
Por fim, a atualização também coloca Pikes Peak entre os cenários disponíveis para o modo de fotografia de Gran Turismo 7, o Scapes — o que, considerando a importância de Pikes Peak dentro e fora da franquia, até demorou. (Dalmo Hernandes)
Porsche adimite: “erramos o timing com o Taycan”
Mesmo o mais ferrenho detrator dos carros elétricos provavelmente admitiria que, no meio deles, o Porsche Taycan é um dos mais interessantes em proposta, visual e desempenho. Só de olhar para ele a gente entende que ele é como um Panamera “high-tech”, com estética, performance e preço condizentes com essa abordagem.
Mas, talvez pela própria natureza do produto — um sedã esportivo de luxo elétrico feito por uma fabricante conhecida por seus viscerais motores boxer de seis cilindros — o Taycan não teve o desempenho esperado em vendas. Em seu primeiro ano cheio, 2020, ele vendeu 20.015 exemplares globalmente. No ano seguinte, o número dobrou, atingindo um pico de 41.296 exemplares (o que definitivamente não é pouco para o nicho). Desde então, as vendas do carro caíram sem parar: foram vendidos 16.339 unidades do Taycan em 2025 e, com pouco mais de 3.000 entregas até agora, 2026 não deve melhorar esse panorama.
Comentando a situação ao Auto Motor und Sport, o CEO da Porsche, Michael Leiters, ofereceu uma análise fria e racional: “Aparentemente abraçamos a mobilidade elétrica rápido demais”, declarou o executivo. Para ele, o Taycan chegou em um momento no qual o público ainda não estava pronto para entender ao máximo seu potencial.
Contudo, à luz do desempenho bem mais animador do Porsche Macan elétrico, que emplacou mais de 8.000 unidades neste primeiro semestre, Leiters garante que a Porsche vai continuar investindo rumo à eletrificação de sua linha — mesmo que, agora, a fabricante também concentre esforços e recursos nas pesquisas com combustível sintético, bem como foco maior em híbridos. O plano, segundo Leiters, é manter opções a combustão na linha da Porsche até meados da década de 2030, pelo menos.
Sem querer dizer “a gente avisou”… a gente avisou. Que coisa, não? (Dalmo Hernandes)
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